Política

Agricultora cobra pressão dos deputados contra reforma da Previdência

Maria Cazé fez um discurso duro, cobrando a defesa dos direito dos trabalhadores

Teresinha

08 de março de 2017 às 19:03


Maria Cazé, do Movimento das Pequenas Agricultoras
Maria Cazé, do Movimento das Pequenas Agricultoras

O depoimento da coordenadora do Movimento Nacional de Pequenos Agricultores, Maria Cazé foi o ponto alto do debate sobre o empreendedorismo na Assembleia Legislativa, durante a sessão solene em alusão ao Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março.

Com 43 anos, curso superior e mestrado, quando não está nas ruas protestando contra as reformas propostas pelo governo federal, cobrando políticas públicas efetivas  de combate às desigualdades sociais, Maria Cazé pega a enxada e vai para a roça de pouco mais de três hectares em Francisco Santos, a 351 Km de Teresina, onde cultiva feijão, milho, abobora, melancia e outras culturas. Ela também cria galinhas, cabras, porcos para ajudar no sustento da família.

Em um manifesto escrito, Cazé cobrou dos deputados estaduais e da bancada do Piauí no Congresso Nacional uma posição em favor dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, que serão duramente prejudicados com o pacote de medidas que está sendo discutido no Congresso Nacional. Maria Cazé defendeu a desobediência dos parlamentares à determinação dos seus partidos, para que votem contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer, principalmente contra as mudanças na Previdência Social.

Conquistas

A trabalhadora rural conseguiu um pedaço de terra ainda no primeiro  governo Lula. Também teve acesso a recursos do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) e a moradia digna do Programa Minha Casa, Minha Vida. Ela mora numa casa de 79 m². “Eu considero que moro numa mansão”. “Depois conseguimos o Luz Para Todos, pois vivíamos nunca comunidade onde não havia energia elétrica”. Maria Cazé fez mestrado através do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária), que apoia projetos de educação voltados para o desenvolvimento das áreas de reforma agrária, mas sem jamais abandonar a causa dos pequenos agrilcutores.

Ela se emocionou ao lembrar que dezenas de mulheres largaram a roça, as suas famílias, longe a mais de 600 km, para estar ali, naquele momento, para falar o que os deputados precisavam ouvir. 

Fonte: Paulo Pincel



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