Polícia

OPERAÇÃO CONECTADOS

PF faz buscas em escritório do vereador Alan Brandão, auxiliar de Silvio Mendes

Empresa de contabilidade foi alvo da segunda fase da Operação Conectados, que investiga esquema envolvendo licitações e recursos federais da saúde e educação

Da Redação

02 de junho de 2026 às 10:30 ▪ Atualizado há 3 horas

Ver resumo
  • A Polícia Federal realizou operação no escritório de contabilidade ligado a Alan Brandão, vereador de Teresina.
  • A operação investiga crimes de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos federais.
  • Documentos, eletrônicos e dinheiro de origem duvidosa foram apreendidos.
  • Alan Brandão foi identificado como sócio-administrador, mas não é alvo direto da operação.
  • Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca em Teresina e Oeiras.
  • A investigação começou após relatório da CGU sobre irregularidades em contratos de informática.
  • A operação busca esclarecer a participação do grupo nos crimes.
  • Na primeira fase, foram apreendidos R$ 1,6 milhão.
  • A defesa de Alan Brandão afirma que ele não é investigado e que a investigação de 2024 foi suspensa em relação a ele.
  • A defesa confia na cobertura criteriosa dos veículos de comunicação, ressaltando a presunção de inocência de Brandão.

Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em escritório de contabilidade na Zona Leste de Teresina | Foto: PF
Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em escritório de contabilidade na Zona Leste de Teresina | Foto: PF

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório Escrita Contabilidade Pública, localizado na Rua Honório Parentes, na Zona Leste de Teresina, durante a segunda fase da Operação Conectados, deflagrada na manhã desta segunda-feira (2). O local é ligado ao vereador de Teresina e superintendente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Norte, Alan Brandão.

Segundo a Polícia Federal, a operação investiga um grupo suspeito de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de recursos federais destinados às áreas da saúde e educação em municípios piauienses.

Durante a ação, os agentes apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e valores em espécie sem origem lícita comprovada. Equipes da PF também deixaram o local levando uma pasta de couro, uma mochila, documentos e a CPU de um computador.

Dados da Receita Federal apontam Alan Brandão como sócio-administrador da empresa de contabilidade. Procurada pela Rede Clube, a assessoria de imprensa do ex-vereador informou que ele não é alvo da operação e que irá se manifestar por meio de nota.

Além do escritório em Teresina, a Polícia Federal cumpre outros 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina e Oeiras, todos expedidos pela Vara Única da Comarca de Floriano.

Foto: PF
Operação teve início após relatório da CGU

De acordo com a PF, as investigações começaram após informações técnicas da Controladoria-Geral da União (CGU) apontarem possíveis irregularidades em contratos firmados por uma empresa de informática com prefeituras do Piauí.

A análise do material apreendido durante a primeira fase da Operação Conectados, realizada em abril de 2024, revelou indícios de que as irregularidades iam além dos contratos inicialmente investigados, indicando a atuação de uma organização estruturada.

Foto: PF
Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava contratos de assessoria com prefeituras para obter informações privilegiadas, influenciar processos licitatórios e beneficiar empresas ligadas aos investigados.

"Esta segunda fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo, a função de cada investigado, a movimentação dos valores e a possível continuidade das práticas criminosas", informou a PF.

R$ 1,6 milhão foi apreendido na primeira fase

O escritório já havia sido alvo da primeira fase da Operação Conectados, em abril de 2024. Na ocasião, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo.

Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outras infrações que venham a ser identificadas durante o andamento das investigações.

Foto: PF

Em nota, a defesa de Alan Brandão disse que ele não é investigado na Operação "Conectados" e que, por decisão do STJ, a investigação anterior, realizada em 2024, está suspensa em relação ao superintendente da SDU Norte.

Confira a nota na íntegra

"Em razão da repercussão da operação da Polícia Federal deflagrada nesta data em Teresina, a defesa do Sr. Alan Brandão vem a público prestar os devidos esclarecimentos.

O Sr. Alan Brandão não figurou entre os alvos da operação noticiada nesta terça feira, nem consta do rol de investigados a ela vinculado, sendo desprovida de fundamento qualquer associação de seu nome aos atos hoje praticados.

Cumpre esclarecer que a operação divulgada nesta data constitui um desdobramento de procedimentos instaurados e tem por finalidade a realização de diligências voltadas à verificação e ao esclarecimento de fatos sob investigação pelas autoridades competentes.

Registra-se, ademais, que por força de decisão do Superior Tribunal de Justiça, a investigação anterior, realizada em 2024, encontra-se suspensa no que diz respeito ao Sr. Alan Brandão, de modo que está sendo apurada a regularidade da inclusão de seu nome nos fatos sob apuração. 

A defesa confia, por fim, na responsabilidade dos veículos de comunicação, certa de que dispensarão ao tema o tratamento criterioso que a presunção de inocência e a dignidade de seu constituinte exigem."


Fonte: Polícia Federal



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