AMEAÇA
Teresinha Ferreira
13 de julho de 2026 às 21:10 ▪ Atualizado há 17 horas
Uma mulher de 41 anos, presa por suspeita de encomendar a morte de uma servidora pública municipal, também teria ameaçado outras pessoas envolvidas no caso, segundo as investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR). O caso foi registrado em Abatiá, no norte do Paraná, e ganhou novos desdobramentos após a prisão preventiva da investigada, cumprida na sexta-feira, 10 de julho de 2026. As informações foram divulgadas pela polícia no domingo, 12 de julho de 2026.
De acordo com a investigação, a motivação do crime seria uma vingança contra uma servidora que atuava em uma Casa Lar, instituição responsável pelo acolhimento de crianças e adolescentes. A suspeita não teria aceitado a decisão judicial que determinou o acolhimento de seus três filhos.
Filho denunciou o plano à polícia
As investigações começaram depois que o filho adolescente da suspeita encontrou mensagens no celular da mãe que indicavam o planejamento do crime. Antes que as conversas fossem apagadas, o jovem gravou parte do conteúdo e procurou a rede de assistência do município, que acionou a Polícia Civil. Segundo o delegado responsável pelo caso, o adolescente também teria sido ameaçado pela mãe para que não revelasse o plano às autoridades.
Polícia aponta monitoramento da vítima
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou mensagens nas quais a suspeita ofereceria R$ 3 mil para que uma pessoa executasse a servidora pública. Além das conversas, perícias realizadas em aparelhos celulares encontraram fotografias da vítima e de outros servidores públicos, indicando que a rotina dessas pessoas vinha sendo monitorada. Um homem ouvido pela polícia confirmou que foi procurado para praticar o homicídio.
Investigação está na fase final
A mulher é investigada por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por promessa de recompensa e motivo torpe. Segundo a Polícia Civil, o crime não foi consumado porque o plano foi descoberto antes da execução. Concluído o inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
Fonte: Polícia Civil do Paraná.
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