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IMIGRANTES

Mãe de Donald Trump é uma imigrante escocesa que chegou aos EUA com apenas US$ 50

Mary Anne MacLeod chegou aos EUA aos 18 com visto de imigrante. Apesar de Trump dizer que viajou como turista, documentos mostram intenção de residência

Sol

28 de janeiro de 2025 às 09:00


Mary Anne Trump em 1999, pouco antes de falecer, com os filhos Elizabeth e Donald, acompanhado da então namorada, Melania Knauss (Foto: Getty Images via BBC)
Mary Anne Trump em 1999, pouco antes de falecer, com os filhos Elizabeth e Donald, acompanhado da então namorada, Melania Knauss (Foto: Getty Images via BBC)

Entre os milhões de imigrantes que chegaram aos Estados Unidos no início do século 20, a história de Mary Anne MacLeod se destaca como um exemplo de superação. Nascida em Tong, um pequeno vilarejo na Ilha de Lewis, no norte da Escócia, ela chegou a Nova York em 11 de maio de 1930, aos 18 anos, com apenas US$ 50 (aproximadamente US$ 950 atualmente) no bolso. A informação foi revelada pela BBC News Mundo, com base em documentos históricos digitalizados pela Fundação Estátua da Liberdade – Ellis Island.

MacLeod entrou legalmente nos Estados Unidos com um visto de imigrante, obtido três meses antes de sua partida do porto de Glasgow, a bordo do navio Transilvânia. Apesar de seu filho, o presidente Donald Trump, ter afirmado diversas vezes que sua mãe viajou inicialmente como turista, documentos alfandegários revelam que ela planejava viver nos Estados Unidos desde o início. O historiador Barry Moreno, do Museu Nacional da Imigração de Ellis Island, confirmou que ela chegou com o intuito de permanecer de forma permanente no país.

MacLeod era a caçula de nove irmãos e cresceu em uma comunidade marcada pela pobreza, especialmente após a Primeira Guerra Mundial. Seu pai, Malcolm, trabalhava como chefe de uma agência dos correios e possuía uma pequena loja, o que garantia uma condição financeira um pouco melhor do que a maioria da população local, conforme o genealogista Bill Lawson.

Seguindo o exemplo de três de suas irmãs que já haviam emigrado, Mary Anne registrou sua irmã Catherine como sua responsável em Astoria, Queens, e declarou “doméstica” como sua profissão ao chegar aos EUA. Segundo Moreno, "doméstica" poderia se referir a diversos tipos de trabalho, desde funções em casas de família até outros serviços domésticos.

Entre 1930 e 1934, Mary Anne viveu em Nova York. Durante esse período, conheceu Fred Trump, um jovem construtor de origem alemã e um dos solteiros mais desejados da cidade. O casal se casou, e Mary Anne se naturalizou cidadã americana em 1942.

A trajetória de Mary Anne MacLeod, uma imigrante que conseguiu se estabelecer com sucesso nos Estados Unidos, contrasta com as políticas anti-imigração adotadas por seu filho, Donald Trump, durante seus mandatos presidenciais. Durante sua presidência, ele assinou ordens executivas para restringir os direitos de imigrantes, o que reflete as contradições entre sua própria história familiar e seu discurso político.

Fonte: Brasil 247



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