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Estado Islâmico mantém cerca de mil combatentes no centro da Líbia

O braço líbio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ainda conta com pelo menos mil homens armados de diversas nacionalidades no centro da Líbia

Teresinha

30 de agosto de 2017 às 16:08


Estado Islâmico
Estado Islâmico

O braço líbio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ainda conta com pelo menos mil homens armados de diversas nacionalidades no centro da Líbia, declarou nesta quarta-feira (30) o general Mohammed al Ghosari, porta-voz da aliança de milícias de Misrata, que liberou a cidade líbia de Sirte. 

O oficial descartou no entanto, em declarações à imprensa, a realização de uma operação bélica contra o EI nas posições recuperadas no sul da cidade. "Esta região fica fora da jurisdição das nossas forças. A nossa missão se limita a garantir a segurança no território entre Sirte e Misrata", comentou.

Essas declarações ocorrem apenas dois dias após a agência Amaq, órgão de propaganda do EI, divulgar um vídeo que mostra como o braço líbio do grupo criou novos postos de controle em uma estrada que liga o oásis de Kufra e a cidade costeira de Abuqrim, situada entre Sirte e Misrata.

Representantes militares locais e analistas internacionais advertem que o braço líbio do EI conseguiu se reorganizar no centro-norte da Líbia apenas nove meses após ser expulso de Sirte. Este ressurgimento levou as Bunyan al Marsous, forças próximas ao governo de unidade sustentado pela ONU em Trípoli e comandadas pela cidade de Misrata, a decretarem estado de alerta máximo no final de julho.

Essas forças acusam o general Khalifa Hafter - apoiado pela Rússia, Egito e Emirados Árabes - de se eximir do problema na região e utilizar a ameaça do Estado Islâmico para seus propósitos políticos, como ocorreu durante o cerco a Sirte.

O general, um ex-integrante da cúpula militar que levou Muammar Kaddafi ao poder e que anos depois, recrutado pela CIA, se tornou o principal opositor do regime no seu exílio nos Estados Unidos, não tomou parte na operação de reconquista de Sirte. No entanto, ele aproveitou os bombardeios americanos e o avanço das tropas de Misrata para tomar os portos vizinhos de Sidra e Ras Lanuf, vitais para a exploração da indústria petroleira da Líbia.

Fonte: Agência Brasil



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