O ex-governador Wellington Dias, que será candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores, afirmou que trabalha para unir todos os partidos e "acomodá-los" em chapa única.Dias defende uma composição com Wilson Martins (PSB) candidato a governador, PTB indicando o candidato a vice-governador, e PT e PMDB indicando os candidatos às duas vagas de senador, com Marcelo Castro. Dias lembrou que no final do ano passado, reuniu representantes de todos os partidos e comunicou que "daquele time" sairia uma chapa vitoriosa. O ex-governador lembrou que havia estabelecido critérios para a escolha do candidato que encabeçaria a chapa e que, por este motivo adiou a decisão. "O nome do Wilson foi o que prevaleceu. É por isso que defendo que o PTB deva sair como vice do Wilson, seja o João Vicente Claudino ou alguém indicado por ele", argumentou, lembrando que o Wilson é "seu candidato". "Agora mais do que nunca já que o meu partido (o PT) também aprova o nome do Wilson como candidato a governador", pontuou. Questionado sobre possíveis dívidas que teria com o senador João Vicente Claudino, por conta das eleições de 2006, Dias fez questão de esclarecer. "O acordo foi que ele daria apoio a minha candidatura a governador e nós o apoiaríamos para o senado. E cumprimos isso e saímos vitoriosos. Mas o acordo não incluiu 2010", garantiu, acrescentando que ainda buscará um diálogo com o petebista. "Política não é uma arte de fazer inimizade. Continuo com uma relação de respeito e amizade, reconhecendo a importância da atuação do senador no Congresso", pondera. Em relação às declarações do senador João Vicente que afirmou ao ministro Alexandre Padilha que Dilma Rousseff terá dois palanques no Piauí, Wellington Dias lembrou que a situação é semelhantes em outros Estados, como o Rio Grande do Sul. "É possível sim ter dois palanques, embora não seja o ideal", reitera. O petista garantiu que o deputado federal Marcelo Castro está entusiasmado com a possibilidade de sair candidato a senador juntamente com ele. "O Marcelo Castro defende essa proposta. O seu nome é forte para o Senado e, assim, temos grandes chances de vitória", ressalta, acrescentando que quer contar com o apoio "em peso" do PMDB.
Fonte: Meio Norte