Teresinha
30 de agosto de 2016 às 13:08
O governador do Piauí, Wellington Dias, afirmou nesta terça-feira (30), durante a solenidade em comemoração pelos 117 anos de existência do Tribunal de Contas do Estado, que vivemos um momento “desafiador”, que requer austeridade e compromisso dos gestores públicos, sob pena de enfrentarmos a dura realidade já vivida por outros 21 estados brasileiros, onde há atraso no pagamento dos servidores e graves problemas, sobretudo financeiros.
A prioridade da administração, avisou o governador, é manter o equilíbrio financeiro e o pagamento do funcionalismo e as despesas do governo em dia. “Nós estamos entre os seis estados que ainda restam no Brasil não atrasaram folha. Vamos esperar acontecer? Temos que tomar uma medida agora”, defendeu Wellington Dias, sendo aplaudido pelos presentes.
O governador garantiu que o Estado vai continuar cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, para manter em dia o pagamento dos servidores estaduais, o que já não acontece com 21 estados da federação.
Wellington Dias citou o exemplo do governo do Rio de Janeiro, que pode ser o primeiro estado brasileiro decretar falência por causa do desequilíbrio das finanças, "porque gastou mais do que arrecadou", originando uma dívida pública impagável, agravada com a crise financeira que atinge a economia do país e mundial.
“O governador (Francisco) Dornelles decretou calamidade e tá anunciando que vai decretar falência. É a primeira vez na história do Brasil que podemos ter um estado decretando falência. Falência para demitir servidor, para fazer um monte de coisa para ajustar contas. A gente está falando isso aqui para se ter uma noção da gravidade do momento”, explicou.
No final semana passada, Wellington Dias esteve com o ministro da Fazenda, Francisco Dornelles e com o próprio presidente interino, Michel Temer, quando colocou a situação enfrentada pelos governos do Nordeste, cobrando o mesmo socorro financeiro dispensado ao Rio de Janeiro, pouco antes do início das Olimpíadas.
“Nós, governadores do Nordeste, agora os do Norte e do Centro Oeste, estamos trabalhando duas medidas: primeiro evitar que outros estados sigam no mesmo caminho da calamidade. Nesse sentido, buscamos garantir o funcionamento das atividades essenciais, como educação, saúde, segurança... e manter em dia o pagamento da folha”, adiantou.
Wellington Dias pediu compreensão dos presidentes dos demais Poderes para o grave momento vivido pela economia. “Ouvi aqui do presidente (do TCE) a necessidade de mais recursos. Conversávamos com o desembargador (Raimundo) Eufrásio, com o procurador Cleandro (Moura)... e brinquei de que se a gente juntar o nosso choro, vai dar um rio de lágrimas. [ ] Vivemos um momento desafiador, porque é desafiador. Precisamos juntar esforços para continaur avançando".