WDias deveria mandar alguns aliados pedir emprego a Bolsonaro

Teresinha

11 de dezembro de 2018 às 13:12


Wellington Dias na Assembleia Legislativa
Wellington Dias na Assembleia Legislativa

O terceiro mandato nem terminou e o governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT), já está com a faca no pescoço mais uma vez. E fala bonita de um novo governo, de diminuição da máquina com “corte na carne” e todo aquele “leriado” na mídia - depois da vitória nas eleições de 7 de outubro - foi para as cucuias, virou conversa para boi dormir.

Na contramão das promessas pós-pleito, o presidente do PSD no Piauí, deputado federal Júlio César Lima, reclama a sua parte que ele acha que lhe cabe nesse latifúndio chamado primeiro escalão, que vai “encolher”, segundo informações do próprio Wellington. Pelo menos oito coordenadorias e duas secretarias vão deixar de existir.   

Integrante da bancada ruralista, Júlio César pressiona, com força, para emplacar o filho, deputado estadual Georgiano Neto, na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR).

O problema é que a SDR é “inegociável”, na avaliação da maioria dos integrantes do Partido dos Trabalhadores, justamente por abrigar projetos que beneficiam os pequenos produtores, a agricultura familiar e outras ações diretamente ligadas às comunidades rurais. O cargo, até ontem, que era ocupado pelo deputado estadual petista Francisco Limma, hoje líder do Governo na Assembleia Legislativa.

Na semana passada, Limma recebeu o apoio dos representantes dos conselhos dos 11 territórios de Desenvolvimento do Piauí. Eles entregaram uma carta ao secretário de Planejamento do Estado, Antônio Neto, endereçada ao governador Wellington Dias.

Foi no encerramento do Seminário Sobre o Desenvolvimento Territorial e Agenda 2030 no Piauí. O evento ocorreu no Antlantic City, em Teresina. Na carta, os conselhos destacaram os avanços alcançados pelos municípios na gestão de Francisco Limma na SDR.

Nem aí para o PT, Júlio César foi para a mídia e avisou que depois da posse, no dia 1º de janeiro, às 16h, no Palácio Petrônio Portela, e em seguida no Palácio de Karnak, não vai haver colher de chá. Ajoelhou, tem que rezar. Wellington vai ter que dizer que fica com a SDR.

Como se vê, não há trégua no calvário do governador em saciar a “fome” dos aliados. Há quem aconselhe Wellington Dias a mandar essa turma, que vive em Brasília posando para fotos ao lado do capitão, ir pedir emprego ao Bolsonaro.



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