A votação do plano de cargos e salários dos servidores do Senado depende do retorno do 1º secretário da Mesa, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que está viajando.O presidente do Senado, José Sarney, anunciou ontem (27) que aguarda o retorno do primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), para relatar em plenário o projeto de reestruturação do Plano de Cargos e Salários.Sarney salientou que este plano independe e é matéria diferente do projeto de reforma administrativa do Senado, que está sendo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele acrescentou que o prazo legal para aprovação do plano expira no próximo dia 29 de junho. Votado no Senado, o plano segue para votação na Câmara e vai à sanção do presidente da República.- Nós teremos o prazo necessário. Uma vez que votamos o plano da Câmara, não há porque não votarmos o nosso plano - afirmou. O presidente do Senado disse que a reestruturação administrativa da instituição - proposta pela Fundação Getúlio Vargas e em análise por uma subcomissão no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania - tramita separadamente do plano de cargos e salários dos servidores do Senado. Sarney ressaltou "a excelência do trabalho dos funcionários do Senado" e lembrou que seus salários estão defasados em relação aos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União e das agências reguladoras. E disse que preferia ter votado o plano de salários dos servidores da Casa juntamente com o dos servidores da Câmara, aprovado pelos senadores na semana anterior. Como este não foi o entendimento do Plenário, explicou, agora será necessário esperar pelo retorno do 1º secretário, Heráclito Fortes, que se encontra em viagem, e é o relator da proposta.Sarney apresentou as informações em resposta ao senador Jayme Campos (DEM-MT), que cobrou a análise pelo Plenário e a aprovação do reajuste dos servidores. O senador Adelmir Santana (DEM-DF) lembrou que o prazo para a aprovação do reajuste é curto, dado o impedimento legal de aumentar salários de servidores a partir de julho, já que este é um ano eleitoral. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), por sua vez, defendeu o adiamento da votação do plano de cargos e salários, argumentando que os senadores precisavam se informar melhor e esclarecer dúvidas. "Não tenho nenhuma informação de que o relator, senador Heráclito Fortes, vai transferir a tarefa a outro senador. Se ele realmente tiver essa intenção, vou fazer um apelo para que ele continue com a tarefa, porque conhece profundamente o assunto - disse Sarney.O presidente acrescentou que o debate em torno do tema "não tem sido fácil" e disse que tem "apanhado muito", por ser difícil mudar e reformar. No entanto, considerou que mesmo sendo um preço alto a ser pago, será um preço justo, pois os dissabores terão sido úteis para dotar o Senado de uma administração moderna e eficiente.
Fonte: Agência Senado