VLT governista ficou pequeno demais para tanta gente

Teresinha

05 de junho de 2018 às 14:06


Senadora Regina Sousa na viagem inaugural do VLT em Teresina
Senadora Regina Sousa na viagem inaugural do VLT em Teresina

Aconteceu de tudo na primeira viagem do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), na manhã de segunda-feira (4), que reuniu no mesmo vagão, governador, senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, líderes políticos e comunitários, imprensa. E muito puxa-saco atrapalhando o trabalho dos jornalistas. Ainda assim, os repórteres puderam ouvir, ver e questionar quem andava arredio, fugindo das lentes das câmeras e dos microfones como o diabo foge da cruz.

Essa turma deixou para Wellington Dias a difícil missão de por fim, definitivamente, à polêmica sobre a candidatura de vice-governador. Quem percorreu o trecho entre o Shopping da Cidade e o Dirceu Arcoverde, testemunhou declarações que devem provocar desdobramentos, como a questão levantada pela senadora Regina Sousa (PT-PI), que perguntou o que mais o MDB vai pedir, depois de assegurar a vaga de vice? 

“O MDB quando veio para base não explicitou isso [de que sairia da chapa caso não ganhasse a vice]. Ninguém conversou com o PT sobre isso, a gente sabia que o MDB queria a vice e que eu saiba a vice está garantida para o MDB. Ninguém mais comentou, então eu entendo que esteja certo. É claro que tem a Margarete disputando também, mas pelo o que eu sei, é que eles queriam a vice, agora querem mais coisa e mais coisa. O que vem depois?”, questionava Regina Sousa, muito bem acomodada ao lado dos petistas Rejane Dias e João de Deus.

Regina Sousa argumentava que o PT mantém a posição tirada durante o encontro no ano passado, de apoio à candidatura dela à reeleição ao Senado. “Só uma outra instância pode mudar. Só vai ser em julho essa outra instância, então o PT não vai mudar sua posição por causa de comentário. O PT está com sua posição, como todos os partidos têm a sua. Vamos ver na hora que afunilar”, defendeu.

Sobre o “chapão” proporcional, Regina Sousa entende que cada partido tem sua estratégia e a do PT tá correta. Segundo a senadora, não se trata de rejeitar ou bater o pé, mas uma questão de lógica política.

“Aliás, todos os partidos deviam fazer isso, porque 2022 não tem mais coligação. Então, essa eleição é a oportunidade de os partidos lançarem seus candidatos, muitos candidatos, para projetar para a próxima. Não é por isso que está exigindo o chapão. Pelo ao contrário, devia todo mundo para lançar candidato. Lançar mulheres, que agora é regra, inclusive o recurso do tribunal é 30%. Então, é a oportunidade de todos os partidos lançarem uma chapa bem grande. Devia ser um chapão de cada partido, para projetar nomes para a próxima eleição”, justificou, entre um solavanco e outro.

No mesmo trem, o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, reagiu um pouco mais tarde. “Não é uma exigência para permanecer no governo a indicação da vice. Estamos com o governo não por conta desse cargo, nós estamos porque acreditamos no seu projeto, continuamos defendendo ele porque acreditamos que é o melhor nome. Já definimos e o partido vai marchar com o governador Wellington, isso não está em discursão dentro do partido. Nós defendemos a continuidade da vice-governadora [Margarete Coelho], porque achamos que é o melhor nome. Estar na chapa majoritária é uma conquista da mulher piauiense”.

Alguns só estão se dando conta do tamanho da confusão na base quase no fim da viagem. O VLT governista ficou pequeno demais para caber tantos aliados. E vai sair gente pela janela...ou pela porta dos fundos.

Wellington Dias com Ciro Nogueira e Iracema Portela
Wellington Dias com Ciro Nogueira e Iracema Portela    [Foto: Francisco Leal/CCom]



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