O vice-governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), garantiu que se o governador Wellington Dias (PT) decidir deixar o mandato para se candidatar ao Senador, ele assume o governo, mas que vai avaliar uma candidatura se o povo decidir que o vice deve concorrer à sucessão do governador. "Se você fosse vice-governador do Piauí e tivesse de bem com o povo, onde você anda o povo lhe estimula a ser candidato. Você ia fazer o quê?, Você ia renunciar ao mandato? É uma questão de formação. O quem nos acertamos, o que for combinado ser mantido. Esse amadurecimento deve prevalecer", afirmou o vice-governador, que se disse muito feliz por fazer parte, por trabalhar num projeto de desenvolvimento para o Piauí. "Não tenho que me preocupar com coisas pequenas, que não leva a nada".Sobre um desentimento com Wellington Dias, Wilson Martins foi objetivo: "Eu tenho uma relação muito fraterna com o governador e com os partidos aliados. E defendo que as eleições só devem ser discutidas em 2010. Eu sou feliz por já ter prestado serviços muito grandes para o Piauí. Estamos absolutamente tranqüilos".Sobre as eleições, Wilson Martins lembrou que o candidato que mais cresceu nas pesquisas sobre a sucessção no Piauí foi o vice-governador, que também tem a menor rejeição."Isso dá uma tranquilidade para o partido e para o pré-candidato. O que o partido quer é estar no meio da disputa. Daí a ser candidato vai depender da continuidade desse crescimento. Tudo vai depender do entendimento, inclusive com o PT, PDT, PMDB e outros partidos aliados", acrescentou.Wilson Martins garante que ser ou não candidato em 2010 independe da "cadeira" de governador. "O projeto de uma candidatura não pode ter como condicionante a saída ou não do governador Wellington. Até por uma questão de lealdade aos correligionários de partido. Respeitamos a todos, mas temos nossa identidade. Fui eleito para estar com o governador até 31 de dezembro de 2010 e vou ficar até dezembro de 2010. Se o governador decidir ser candidato (ao Senado), eu assumo o governo. Daí ser candidato, vai depender da conjuntura, dos entendimentos", concluiu.
Fonte: Paulo Pincel