Vacinação contra paralisia é inferior a 50% em 31 cidades do Piauí

Teresinha

04 de julho de 2018 às 21:07


Vacinação contra poliomielite
Vacinação contra poliomielite

Os dados estarrecedores do Ministério da Saúde deveriam tirar o sono de todas as autoridades do País. E também do Piauí, onde 31 cidades registraram índices de cobertura vacinal inferiores a 50% contra a paralisia infantil. A vacinação contra a poliomielite é preocupante em 312 cidades do país, inclusive as 31 localizadas no Piauí.

O deputado estadual Rubens Martins (PSB) manifestou preocupação e chamou a atenção da Secretaria de Estado da Saúde, que coordena as campanhas de vacinação no Piauí, para os índices como o de Gilbués, que alcançou pífios 5,38 de cobertura vacinal, quando a Organização Mundial de Saúde recomenda que essa vacinação seja superior a 95% das crianças com idade para receber as doses das vacinas.

Rubem Martins recomendou que o secretário de Saúde, Florentino Neto, mande equipes da Sesapi para fiscalizar essas campanhas de vacinação no interior do Piauí de modo a imunizar o maior número de crianças contra a paralisia a infantil e outras doenças. “É uma vergonha o governo do estado deixar acontecer esses índices tão alarmantes”.

A deputada Janaína Marques (PTB) questionou sobre os índices de Luzilândia, que também estão bem abaixo dos 95% e considerou um absurdo os números informados pelo orador. Janaína Marques ressaltou que foi prefeita de Luzilândia quando os índices eram superiores a 80% de cobertura vacinal. Janaina Marques afirmou que o Estado é o coordenador das campanhas, mas que a responsabilidade pela realização das campanhas vacinais são dos municípios.

“Que as prefeituras realizem campanhas, levem as equipes para sensibilizar as famílias sobre a importância da vacinação de suas crianças”, propôs.

Ruben Martins insistiu que Sesapi é quem coordena essas campanhas e, em percebendo o problema, deve fazer as devidas correções, inclusive com base nos relatórios encaminhados pelas prefeituras sobre os números da vacinação. E lembrou que quando da cobertura vacinal contra aftosa o Ministério da Agricultura pressionava os gestores estaduais sobre os índices de cobertura vacinal.

O deputado Dr. Hélio Oliveira (PR) destacou que desde 1989 não há caso de poliomielite no Brasil. O último aconteceu na Paraíba naquele ano. “É importante que os gestores tenham a responsabilidade sobre a presença da poliomielite em outros países e que precisam se preocupar, pois se há o vírus em outras partes do mundo ele pode, sim, chegar ao nosso país. “Está havendo no Brasil um relaxamento, o que é muito grave. É preciso alertar sobre esse problema que é de maior grandeza, priorizar a vacinação, que é a garantia de que em 2, 3 anos, tenhamos erradicado o vírus em todas as partes do mundo”.

Já Gustavo Neiva (PSB) considerou os dados são alarmantes, que mostram o retrato do cuidado do Governo do Estado do Piauí com a saúde pública. “Esse é só um dos vários retratos que ilustram a preocupação da saúde pública no Piauí”. Gustavo Neiva lembrou a comemoração pelo secretário de Saúde Florentino Neto sobre a redução das transferências de pacientes dos hospitais regionais para Teresina. E citou Hospital Tibério Nunes, de Floriano, que não tem sequer uma ambulância para transporte de pacientes “Daí a redução do número de transferências de pacientes, mas o hospital tem corredores abarrotados sem os cuidados mínimos. Os hospitais regionais viraram cabide de emprego. Em Oeiras tem mais empregado do que paciente”.

O deputado Dr. Pessoa (SD) defendeu a prevenção de doença e também contra delinquência e todos os males da sociedade. Pessoa citou reportagem em nível nacional, sobre o péssimo índice de saneamento básico do país, comparando o Pará com Santa Catarina. O deputado destacou a importância do programa de saúde da família e as campanhas de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Rubem Martins acrescentou que em 1994 o Brasil recebeu a certificação de área livre de circulação do vírus selvagem e por isso é fundamental a manutenção das coberturas vacinais acima de 95%. O deputado chamo a atenção da Secretaria de Estado da Saúde como órgão de acompanhamento central dessas campanhas que dê atenção devida ao povo do Piauí, principalmente das crianças, que são indefesas. “Parem de fazer política partidária com povo humilde. É preciso que o Piauí tenha a responsabilidade com as campanhas de vacinação contra doença que atingem o povo humilde do nosso estado”.

Cidades do Piauí com baixa cobertura vacinal contra a poliomielite:

1. Gilbués - 5,38%
2. Dirceu Arcoverde - 13,10%
3. Morro Cabeça no Tempo - 17,24%
4. Jerumenha - 18,39%
5. Palmeirais - 19,63%
6. Luzilândia - 26,82%
7. Juazeiro do Piauí - 28,17%
8. Ipiranga do Piauí - 28,33%
9. Sebastião Barros - 29,23%
10. Buriti dos Lopes - 30,25%
11. São Gonçalo do Piauí - 34,21%
12. Cristalândia do Piauí - 34,51%
13. São Francisco do Piauí - 36,00%
14. Passagem Franca do Piauí - 36,5%9
15. Esperantina - 37,63%
16. São Raimundo Nonato - 38,79%
17. Manoel Emídio - 39,73%
18. Várzea Grande - 40,48%
19. Socorro do Piauí - 41,46%
20. Miguel Alves - 41,94%
21. Beneditinos - 42,06%
22. Padre Marcos - 42,65%
23. São Braz do Piauí - 43,3%3
24. Jaicós - 43,47%
25. Santa Luz - 44,58%
26. Canto do Buriti - 46,83%
27. Riacho Frio - 47,56%
28. Pedro II - 47,57%
29. Monsenhor Hipólito - 48,08%
30. São João da Canabrava - 49,12%
31. Monte Alegre do Piauí - 49,41%



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