O deputado João de Deus, líder do PT, reagiu às graves acusações feitas pelos deputados de oposição contra do governador Wellington Dias, mesmo depois da retirada da mensagem criando a segurança de ex-governador. "Baixa o facho", ordenou João de Deus ao colega Marden Menezes, do PSDB.Para o líder petista, o governador Wellington Dias teve uma atitude de grandeza ao retirar o projeto de lei que criava cargos para ex-governador e criticou o deputado Marden Menezes, afirmando que ele representa o que há de mais atrasado no Estado. João de Deus declarou que Wellington Dias merece aplausos por sua decisão, pois é, segundo ele, um governador que sabe escutar e recuar quando há necessidade. O líder petista disse que ficou surpreso quando Marden Menezes defendeu o prefeito de Piripiri, Luiz Menezes, que foi condenado pela Justiça Federal sob acusação de desvio de recursos da educação para pagamento da banda Capilé que tocou na Pirifolia, carnaval fora de época daquela cidade. A deputada Flora Izabel (PT), vice-presidente da Assembleia Legislativa, disse que o senador Mão Santa (PMDB), que criticou projeto de lei criando cargos para ex-governador, deveria não ter aceitado a pensão de R$ 12,5 mil que recebe como ex-chefe do Executivo estadual. Flora Izabel afirmou ainda que nos Estados de Minas Gerais e São Paulo os ex-governadores têm direito ao serviço de apoio que estava previsto no projeto de lei encaminhado ao Legislativo piauiense. Em aparte, Marden Menezes disse que integrantes de governos passados fazem parte da administração do PT e que o processo contra Luiz Menezes ainda está tramitando na Justiça, que, em sua opinião, vai comprovar a sua inocência. Marden Menezes assinalou que o Tribunal de Contas do Estado condenou o governador Wellington Dias por desvio de finalidade de recursos da saúde. O deputado Cícero Magalhães (PT), líder do Governo, disse que o governador enviou o projeto de lei para ser discutido pela Assembleia e não fez como ocorreu em outros Estados onde os chefes do Executivo garantiram benefícios através de decreto. O deputado Paulo Martins (PT) afirmou que os deputados do PSDB não foram à tribuna para repercutir o escândalo do mensalão que envolve o ex-governador do Distrito Federal, José Arruda. "Eles não repudiaram essa situação", frisou ele. O deputado Leal Júnior, líder do DEM, disse que esperava que a oposição fosse à tribuna para afirmar que o governador atendeu o apelo que realizou para a retirada do projeto de lei e não para criticá-lo. "O governador teve a sensibilidade de voltar atrás", acrescentou ele. O deputado João de Deus declarou que os argumentos de Marden Menezes não se aplicam ao caso do governador piauiense junto ao TCU, porque Wellington Dias se baseou em uma lei estadual para aplicar os recursos da saúde. João de Deus ressaltou que a legislação não permite que recursos da educação sejam aplicados em carnaval fora de época.
Fonte: Alepi