Teresinha
08 de fevereiro de 2019 às 11:02
Como diria o “filósofo” Romário, o cara ainda nem entrou no ônibus e já quer sentar na janela. Deputada estadual de primeiro mandato, Teresa Britto, do Partido Verde, avisou que, se preciso, vai à Justiça para garantir o direito da oposição de indicar os presidentes das Comissões de Educação e de Saúde e assim poder comandar a fiscalização dos dois maiores orçamentos do Executivo.
Teresa disse que a oposição aceita trocar as duas indicações pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça. “Se quiser a gente troca a Comissão de Justiça, a CCJ pela Saúde e Educação”, propôs.
A deputada acusa da bancada do governo, formada por 26 deputados, de querer passar por cima da oposição, que sequer participou da discussão sobre a composição das comissões e da definição dos presidentes.
Além de Teresa, fazem parte da oposição, Gustavo Neiva, do PSB, que é líder do bloco, Merden Menezes (PSDB) e Evaldo Gomes (PTC).
Teresa Britto criticou a proposta acordada pelos deputados que se reuniram na quinta-feira (6), no gabinete do presidente da Alepi, Themístocles Filho (MDB), para discutir os critérios e a indicação dos presidentes.
“Nós não vamos aceitar. Não vai ser como eles querem. Se preciso nós vamos à Justiça para indicar os presidentes das comissões de Saúde e a Educação. Nós temos esse direito”, advertiu.
O deputado Franzé Silva (PT), também estreando no parlamento estadual, explicou que a composição das comissões técnicas é definida pelo critério da proporcionalidade, isto é, da representação dos partidos ou blocos partidários em Plenário, como estabelece o Regimento Interno da Casa. E que se não houve acordo, os sete membros titulares de cada comissão vão votar para eleger o presidente, como previsto regimentalmente.
Na segunda-feira (11), haverá uma nova reunião no gabinete do presidente para tentar resolvere o impasse.