TARTARUGAS DO DELTA
Alinny Maria
11 de novembro de 2025 às 10:18
A temporada reprodutiva de 2025 das tartarugas marinhas chegou ao fim em setembro com o nascimento do último ninho monitorado pelo Projeto Tartarugas do Delta, executado pelo Instituto Tartarugas do Delta (ITD) em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Ao todo, 358 ninhos foram registrados na Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba, consolidando a região como um dos mais importantes refúgios das espécies no país.
De acordo com Werlanne Magalhães, coordenadora do Projeto, o trabalho contínuo de monitoramento e manejo garantiu a liberação de mais de 25 mil filhotes nas praias do Piauí e Maranhão.
"Reforçamos o compromisso contínuo do Projeto com a conservação das espécies marinhas e a manutenção dos ecossistemas costeiros que integram o Delta do Parnaíba, uma das áreas mais importantes de reprodução de tartarugas marinhas no Brasil”, disse Werlanne Magalhães.
Nesta temporada, cinco espécies de tartarugas marinhas foram registradas:
Entre elas, a tartaruga-de-pente foi a que apresentou o maior número de registros durante o ciclo reprodutivo, espécie considerada criticamente ameaçada de extinção.
As principais áreas de desova estão distribuídas pelas seguintes praias:
A região integra um complexo ambiental de grande relevância ecológica, que abrange a APA Delta do Parnaíba, a APA da Foz do Rio Preguiça e a Reserva Extrativista (Resex) do Delta do Parnaíba, no litoral norte do Brasil.
O ciclo reprodutivo ocorre entre janeiro e julho, estendendo-se até setembro com o nascimento dos últimos filhotes. O trabalho do Instituto tem sido fundamental para garantir a sobrevivência das espécies e a proteção dos ecossistemas costeiros, consolidando o Delta do Parnaíba como um berçário natural e referência nacional em conservação marinha.

Fonte: Com informações do Instituto Tartarugas do Delta
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