Teresinha
17 de outubro de 2018 às 15:10
Tudo que o governador reeleito do Piauí Wellington Dias não queria que fosse debatido nesta reta final do segundo turno das eleições presidenciais ganhou as mídias. Além da sucessão do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), com as eleições marcadas para fevereiro próximo, os partidos aliados começam a pressionar pela convocação de suplentes.
Se os ânimos já estão acirrados com as ‘fake news’, troca de ofensas e ataques dos dois lados nas redes sociais, Wellington Dias, que coordena a campanha de Fernando Haddad à Presidência no Nordeste e Tocantins, vai ter que apagar os primeiros focos de incêndio na base governista.
O Progressistas, do senador reeleito Ciro Nogueira, reclama para si o direito de indicar um candidato na disputa pela presidência da Mesa Diretora da Alepi. O presidente do PP no Piauí, deputado Júlio Arcoverde, defende o nome de Wilson Brandão para presidente. Wilson já vem ensaiando, há várias legislatura, a ocupação da cadeira de Themístocles Filho.
O PT, presidido no Piauí pelo deputado federal reeleito Assis Carvalho, andou perto de vencer as eleições com o deputado estadual Fábio Novo, em 1º de fevereiro de 2015. Agora, admite indicar o atual líder do Governo, deputado Francisco Limma, como candidato a presidente.
“Vamos dialogar depois do segundo turno. O PT e Progressistas não podem se abster de uma discussão dessa. O PT e PP estiveram 100% no palanque de Wellington Dias”, argumentou Assis Carvalho.
A disputa pela presidência do Legislativo costuma ultrapassar as fronteiras do parlamento, alcançando os palácios de Karnak e da Cidade, como em 2015. O prefeito de Teresina, Firmino Filho, garante que vai ficar de fora. “A Lucy [esposa] tem CPF próprio e vai votar de acordo com sua consciência. Da mesma forma, o Firmino Paulo. A disputa é dos deputados e não tenho que me meter”, jura.