MINISTÉRIO DAS CIDADES
Malu Barreto
27 de março de 2026 às 15:55
Um novo mapeamento detalhado do Serviço Geológico do Brasil (SGB), feito pelo Ministério das Cidades e entregue à Prefeitura de Teresina nesta sexta-feira (27), acende um alerta vermelho para a capital. O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) identificou que 28 mil moradores vivem em áreas de perigo geo-hidrológico. Ao todo, são 167 áreas de risco, sendo que sete foram classificados como de risco "muito alto", 66 como alto e 94 como de risco médio.
A fragilidade de Teresina tem explicação técnica: a cidade foi erguida entre os rios Parnaíba e Poti, sobre terrenos "moles" e alagadiços. O relatório aponta que o uso histórico de aterros e entulhos para cobrir antigas lagoas criou um solo instável.
Em épocas de chuva, esse terreno pode ceder, causando erosões e colapsos que ameaçam "engolir" a base das moradias. Já nas áreas altas (Noroeste e Sudeste), o perigo são os deslizamentos e a queda de blocos de rocha sobre casas construídas ao pé de paredões.

Outros bairros em risco alto incluem Angelim e Areias (zona Sul); Mocambinho e Mafrense (zona Norte); Vale Quem Tem e Pedra Mole (zona Leste); além de Itararé e Cidade Nova (zona Sudeste).
Soluções contra as mudanças climáticas
Diante da crise climática global, que torna as chuvas mais torrenciais, o SGB recomenda que Teresina modernize seu sistema de defesa. Isso inclui a instalação de radares meteorológicos para prever tempestades em tempo real e o reforço urgente nos diques e bombas de recalque. O objetivo é que a prefeitura utilize este mapa para priorizar obras de drenagem e, se necessário, o remanejamento seguro de famílias que vivem nos pontos mais críticos da capital.
Confira o documento
Fonte: Ministério das Cidades
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