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Sininho e dois ativistas têm prisão preventiva decretada no Rio

sininho decretada prisão TJ-RJ

Teresinha

04 de dezembro de 2014 às 13:12


Cinegrafista da TV Bandeirantes foi atingido por rojão durante protesto no Rio de Janeiro
Cinegrafista da TV Bandeirantes foi atingido por rojão durante protesto no Rio de Janeiro
 Os ativistas Elisa Quadros, conhecida pelo apelido de Sininho, Igor Mendes da Silva e Karlayne Pinheiro, conhecida pelo apelido de Moa, tiveram suas prisões preventivas decretadas ontem (3), no Rio de Janeiro, por ordem da Justiça. O decreto de prisão foi assinado pelo juiz da 27ª Vara Criminal da Capital, Flavio Itabaiana.

De acordo com o decreto, os três descumpriram medidas cautelares impostas por um habeas corpus concedido em agosto, pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que impedem que eles participem de manifestações. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ-RJ), os ativistas participaram de um protesto na Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores.

O descumprimento de uma das medidas cautelares, impostas aos réus em substituição à prisão, demonstra que a aplicação de tais medidas é insuficiente e inadequada para garantia da ordem pública, tendo em vista que os acusados insistem em encontrar os mesmos estímulos para a prática de atos da mesma natureza daqueles que estão proibidos, diz o magistrado em sua decisão.

Os três ativistas e mais 20 denunciados respondem pelo crime de formação de quadrilha armada. Em agosto, a 7ª Câmara Criminal concedeu habeas corpus aos réus, permitindo que eles aguardem em liberdade o julgamento da ação penal. Entre as medidas cautelares que devem ser cumpridas, estão o comparecimento regular ao juízo e a proibição de participar de manifestações. Eles também não poderão se ausentar do país.

O avogado Marino D\'Icarahy, que representa os três ativistas, argumentou que o evento apontado pela Justiça não se tratava de um protesto, mas sim de uma exposição cultural. Ele criticou o pedido de prisão e disse que pedirá a suspeição do juiz Itabaiana. "Vamos desmontar a farsa que foi montada pelo Estado, na hora certa, no processo", disse o advogado. Segundo ele, foi preciso interromper o que estava sendo feito "para dar conta da arbitrariedade deste decreto prisional". Marino D\'Icarahy informou que pedirá a suspeição do juiz. "Não é mais possível admitir tamanho arsenal de arbitrariedades que ele comete toda hora no processo, desrespeitando o devido processo legal, o direito à ampla defesa e o direito ao contraditório", afirmou.

Os ativistas têm julgamento marcado no Tribunal de Justiça para o próximo dia 16, quando serão ouvidas as primeiras testemunhas de acusação.

Fonte: Agbr



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