Sem novos nomes, partidos disputam no tapa o que aparece

Teresinha

17 de agosto de 2017 às 12:08


Brasília...
Brasília...

Depois da falta de vergonha [que faz o assessor propineiro e bonachão correr da pizzaria com mala de dinheiro];  do desvio [em todas as esferas] de bilhões de reais dos cofres públicos; da corrupção descarada e impune [mal que contaminou instâncias e poderes e “quebrou” o País], os brasileiros enfrentam há algumas décadas a escassez de “quadros”, de gente nova e sem vícios nos partidos e na política. O Brasil vive uma "seca" de dignidade. Quando surge alguma novidade no mercado do voto, ela é disputada a tapa. E vale tudo nessa disputa. 

Além do voto errado ou da venda do voto, sofremos com a escassez de políticos com alguma dignidade. Essa é, com certeza, a principal causa da reeleição de muita gente ruim, bandido engravatado com ficha corrida de fazer inveja ao Beira Mar.

Denunciados, alguns até sentenciados por tudo quanto é crime, aparecem em votações no Congresso arrotando moral, falando em família, governabilidade... com os bolsos abarrotados de dinheiro público. Uma corja que vem se reelegendo a cada quatro anos. Culpa dos brasileiros? Também. 

Os partidos não contam com novos nomes, gente com algum respaldo que lhes garantam a sobrevivência politica e os milhões de reais do fundo partidário e outras benesses advindas dos mandatos. Por isso mantém esses canalhas sob suas asas.  

Em tempo de Lava Jato, é mais fácil descobrir petróleo na bacia do Parnaíba que encontrar liderança com conhecimento técnico, capacidade administrativa e, principalmente, ficha limpa. "Sangue bom" na política é como nuvem digital - ou como se diz aqui em Teresina: é mais difícil que pescoço de freira: você sabe que existe, mas ninguém vê.

Enquanto não há nada de novo, o Brasil assiste ao espetáculo dos horrores - farra da emenda, distritão, bolsa eleição, doações ocultas, rombo bilionário nas contas públicas, desemprego, miséria - patrocinados pelas mesmas raposas velhas [que estão caindo os dentes de podres, não pela idade, mas pelas práticas nada republicanas]. 

O Poder fazendo de conta que nada aconteceu, convicto de que o braço forte da Lei não o alcança. Que a espada não vai desabar sobre suas cabeças [se é que isso algum dia vai acontecer].

Os partidos, aqui e em Brasília, oferecem o céu e a terra às raras aparições, aos novos quadros, pintados como salvadores(as) da pátria. A ordem é sobreviver! Custe o que custar ao Brasil e ao povo brasileiro...Só não vale perder, acabar, virar história.

Sem comentário.
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