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Secretário Flávio Nogueira quer evitar desaparecimento da Lagoa do Por

Luis Correia Estado Litoral Lagoa do Portinho Semar

Teresinha

09 de janeiro de 2015 às 16:01


Praia
Praia
Um dos mais belos e conhecidos cartões postais do Piauí corre o risco de desaparecer definitivamente.

A Lagoa do Portinho, localizada no litoral do Estado, no município de Luis Correia, está passando por um processo de assoreamento. No local, que antes atraia olhares de pessoas encantadas com a sua beleza, hoje se vê apenas um pequeno espelho de água. Ciente da situação, o novo secretário de Turismo do Estado, Flávio Nogueira, adiantou que buscará providencias para evitar o desaparecimento da Lagoa.

Para isso, ele defende que seja feito um diagnóstico técnico dos processos que levaram o assoreamento. “Precisamos saber o que está causando esse processo de assoreamento e ver o que é possível fazer para reverter essa situação, que é lamentável. Não podemos ficar parados diante disso”, frisa.

Nogueira lembrou que o local era bastante freqüentado, não apenas por turistas piauienses, mas também por pessoas de vários Estados e de outros países. “Eu mesmo fui lá em muitas oportunidades.

Um local bonito, agradável, com bons restaurantes. Estamos passando por um período de seca, e não é uma particularidade do Piauí. Estamos vendo o Sistema Cantareira, em São Paulo, por exemplo, onde o problema da falta de água é grande. Então, precisamos saber o que pode ser feito e fazer”, ressaltou.

A Secretaria de Meio Ambiente (Semar) já explicou que o principal fator que tem provocado a situação crítica da Lagoa do Portinho foi a falta de chuvas, aliada à ação do homem e do intenso movimento das dunas. Essa é a pior situação registrada nos últimos quatro anos. Ainda de acordo com a Semar, desde 2010 que a lagoa não registra seu nível normal de água. Nos últimos três anos, os dois rios que abastecem o aquífero, Portinho e Márruas, não têm água correndo no leito. O Portinho que, ainda, tem um pouco de água, devido ao movimento das marés, não consegue sangrar em direção a lagoa, devido a uma obstrução.

O secretário Flávio Nogueira lembrou ainda que o trabalho na Lagoa do Portinho é ainda mais necessário porque envolve também dezenas de famílias que trabalham no local e tem os restaurantes como única fonte de emprego e renda. “É lamentável essa situação. Mas os relatos apontam que essa não foi a primeira vez que aconteceu esse fenômeno. Em 1958, a Lagoa também secou e voltou a encher. Então, precisamos saber o que está causando isso e nos reunir com as autoridades ambientais para tomar as providencias que precisam ser tomadas”, finalizou.

Fonte: Mayara Martins



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