O deputado Cícero Magalhães (PT) defendeu o direito do governador Wellington Dias, de dar apoio político aos seus correligionários, uma vez que ele é filiado a um partido. Se existe uma máquina de fazer votos, essa máquina é o governador, que é bem recebido por onde passa. Ele rejeitou o argumento do uso da máquina administrativa na eleição. Depois de citar o exemplo de Pedro II, onde os dois lados usavam fotografias do presidente Lula e do governador Wellington Dias, o deputado disse ter havido excessos da Justiça Eleitoral, como o acompanhamento, com uma viatura, a caminhadas de candidatos em Teresina. Em aparte, o deputado João de Deus (PT) afirmou que o governador firma parcerias com os municípios, mas isso não lhe tira o direito de ter sua opção por outro candidato. Em relação a União, ele disse os próprios correligionários do governador cobravam sua presença, até mesmo para afastar especulações do adversário, de que ele não apoiava Zé Barros. Também em aparte, o deputado Leal Júnior (DEM) reconheceu que a presença do governador foi importante para a mudança em Uruçuí, a medir-se pela satisfação da população em recebê-lo. Considerou natural a perplexidade de todos os que perdem a eleição. O deputado Fábio Novo (PT) aparteou o orador, apresentando argumentação no mesmo sentido, destacando que em seu município, o Governo fez parcerias com o prefeito, seu adversário, e ele foi o vencedor. Citou vários exemplos de derrotas do PT, por pequenas diferenças, mas considerou relevante o resultado do pleito, pois o PT passou a ser a quarta força no Estado. O deputado Mauro Tapety (PMDB) disse que não podia aceitar o argumento do orador em relação ao uso da máquina, perguntando se a cesta básica, a perfuração de poços não influi no resultado. O deputado Cícero Magalhães concluiu o seu pronunciamento agradecendo ao eleitorado de um modo geral, reafirmando que em Teresina houve excessos da Justiça Eleitoral, inclusive com proibição de carreatas sem ter certeza de que havia irregularidades.
Fonte: Alepi