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Saúde no Piauí vai perder R$ 120 milhões/ano com o fim da CPMF

Piauí Hoje

Teresinha

13 de dezembro de 2007 às 03:12


O líder do Governo na Assembléia Legislativa, deputado João de Deus (PT), lamentou a falta de articulação da bancada governista para aprovar a prorrogação da CPMF (Contribuição Financeira Sobre Movimentação). João de Deus advertiu que os R$ 40 bilhões que deixarão de ser arrecadados com a CPMF vão prejudicar o andamento de programas sociais importantes, como o pagamento dos benefícios aos aposentados rurais."É muito bom falar a favor do fim da CPMF quando se tem um bom emprego, um ótimo salário, um bom plano de saúde, comida e bebida farta. Antes de votar contra a manutenção do imposto, no entanto, os nossos senadores deveriam ter avaliado qual a repercussão dessa decisão para o povo pobre, que depende da CPMF para ter saúde, hospitais funcionando. Será que eles avaliaram que a derrubada da CPMF poderia ter impacto negativo nas prefeituras? Os próprios governadores do PSDB, os quatro, eram a favor da manutenção da contribuição", lembrou o líder.João de Deus lamentou que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na área da saúde, que previa recursos da ordem de R$ 24 bilhões, esteja completamente comprometido."Ficaram prejudicadas todas as ações do PAC da Saúde, como a modernização dos hospitais, os centros de especialização em odontologia, os empregos na área da saúde, enfim. O PSDB apostou no quanto pior melhor e brindou com uísque a derrota do governo, mas vai perceber depois que a repercussão negativa não vai cair apenas na cabeça do Lula, mas na dele também", previu.Em aparte, o deputado Xavier Neto (PR) lamentou que a decisão de alguns senadores de derrubar a CPMF tenha se sobreposto à vontade de 513 deputados federais que haviam aprovado a manutenção do imposto. "A Câmara foi desmoralizada. Justamente os deputados que sentem na pele o clamor, a necessidade, dos grotões de pobreza, onde senador não anda", criticou.A deputada Flora Izabel (PT) afirmou que a CPMF foi criada pelo PSDB, partido que foi decisivo para a sua extinção, na madrugada desta quinta-feira. "Quem te viu, quem te vê, PSDB. Foram os tucanos que criara a CPMF. O pai matou a cria", disse.O deputado Paulo Martins (PT) questionou sobre a destinação dos R$ 40 bilhões que deixaram de ser arrecadados com o chamado "imposto do cheque". "Esse percentual já está embutido nos preços das mercadorias e dos serviços. Se vai deixar de ser cobrado, alguém vai ficar com ele. Resta saber se o PSDB sabe quem é que fica com esse dinheiro, que, repito, já está embutido nos preços e não vai mais ser cobrado dos empresários. A CPMF era o imposto mais justo, pois cobrava de quem tem dinheiro, quem tem conta no banco", ressaltou Martins.

Fonte: Paulo Pincel



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