SAÚDE
Alinny Maria
28 de junho de 2019 às 08:18
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) tem como meta reduzir a taxa de mortalidade materna e infantil no Piauí. De 2019 a 2023, o objetivo é reduzir em 21,5% RMM (Razão de Morte Materna) global, com vistas a chegar em 56,5 óbitos maternos 100 mil nascidos vivos/ano em 2023, o que corresponde a uma redução anual de 4,3%. Para alcançar esse número, o Governo do Estado elaborou, por meio da Sesapi, um Plano Estadual de Ação, que foi entregue nessa quinta-feira (27), à Coordenadora da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), Miriam Pragita, que está na capital com agenda relacionada à Primeira Infância.
Segundo relatório da Mortalidade Materna do Estado do Piauí, no período de 2010 a 2019, 44,8% dos óbitos ocorreram na faixa etária de 20 a 29 anos; seguido de 30, 4% na faixa etária de 30 a 39 anos. Quanto às causas dos óbitos maternos no Estado ao longo dos últimos 10 anos foram causas obstétricas diretas, com predominância de hemorragias (15,9%); seguido de eclampsia (15,1%), infecções puerperais (8,4%), transtornos hipertensivos (7,3%) e complicações de aborto (6,9%).

De acordo com o Secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, o Plano Estadual de Ação para redução da mortalidade materna e na infância propõe medidas de intervenção para evitar as mortes maternas, fetal e infantil. “A meta do Governo é reduzir os índices de mortalidades, uma das medidas adotadas é o investimento na prevenção através de um pré-natal bem acompanhado”, destaca.
Na ocasião também foi anunciado que a Secretaria de Saúde irá aderir a Rede Nacional da Primeira Infância, que trabalha com 200 organizações, como Unicef e Abrinc, pactuando com ações que beneficiam crianças e adolescentes. Miriam Pragita diz que o Piauí está avançado em relação às politicas públicas para a criança e adolescentes.
“O estado do Piauí esta indo muito bem em relação aos seus planos municipais da primeira infância, para se ter ideia a media nacional de planos municipais não chega a 10% no Brasil todo, e o Piauí já tem 25%, em relação ao número de município, eu sinto que em relação a primeira infância as politicas de primeira infância, a atenção e os cuidados para garantir proteção das crianças o Piauí esta indo muito bem”, conclui.
Fonte: Sesapi
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