Aconteceu durante a manhã e parte da tarde de quarta-feira (14) na sala das audiências do Fórum Juiz Alberto Veras, a última seção do ano do Tribunal Popular do Júri da comarca de José de Freitas, que julgou dois fatos ocorridos na cidade: uma tentativa de homicídio e um homicídio culposo.
Os dois réus foram absolvidos pelos jurados. O primeiro a sentar no banco dos réus foi o lavrador Luis Caetano da Silva, 64 anos, residente na localidade Açaí, zona rural.
O Promotor de Justiça, Écio Oto Duarte, trabalhou na acusação e sustentou a tese de desclassificação de tentativa de homicídio para homicídio privilegiado, não sendo aceita pelo júri. A defesa foi feita pelo advogado Ezequiel Miranda Dias, que conseguiu absolver o seu constituinte com a tese de legítima defesa, entendida pela maioria dos jurados.
O réu foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público, pelo crime de tentativa de homicídio contra Francisco das Chagas Monteiro, fato ocorrido no início da tarde do dia 8 de maio do ano 2009 em um bar dentro do mercado público municipal, onde o lavrador desferiu um golpe de faca no pescoço da vítima, após um desentendimento entre vítima e acusado.
Quem também sentou no banco dos réus e foi absolvido pelo Tribunal Popular do Júri foi o vendedor Cleber Henrique da Silva, 23 anos, acusado de matar no dia 11 de outubro de 2007 com uma espingarda bate-bucha o desempregado Adenilson de Lima Silva, crime que ocorreu no bairro Gomes Gusmão, em José de Freitas.
A acusação foi feita também pelo Promotor de Justiça Écio Oto, o réu foi defendido pela advogada Daniela Carla Gomes Freitas, que usou a tese de homicídio culposo (sem intenção de matar) conseguindo assim absolver seu constituinte. Os dois passam a ser réus primários perante a justiça e voltam a ter o nome limpo sem nenhum processo.
Fonte: portalemdia