Com o intuito de dar mais qualidade de vida às mulheres em tratamento contra o câncer de mama após realização do procedimento cirúrgico denominado Mastectomia, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Piauí (RFCC-PI) disponibilizará gratuitamente para as mulheres atendidas através Sistema Único de Saúde (SUS), a técnica de Micropigmentação Aréolo-Mamilar que consiste na reconstituição da aréola-mamária. Para apresentar a técnica e seus benefícios às mulheres que desejam realizar este procedimento, será realizada no próximo dia 26 de abril, a partir das 11h, no Hospital São Marcos, uma palestra de apresentação do método que tem contribuído para restaurar a forma e as características que denotam beleza e harmonia a esse órgão, símbolo de maternidade, fertilidade e sexualidade feminina.
A Mastectomia consiste na remoção de um ou ambos os seios, parcial ou total, para retirada do tumor. Porém, essas mulheres podem fazer a reconstrução da mama que, além da recomposição anatômica, permite elevar a autoestima e a melhorar da qualidade de vida das pacientes. No Piauí, só no ano passado, foram 3.359 novos casos de câncer, sendo o de mama a tipologia de maior incidência. Em 2012, do total de casos da doença registrados no Estado, 504 foram câncer de mama.
Para muitas dessas pacientes, o tratamento da doença implicará a retirada da mama. Enquanto na rede privada a cirurgia única de retirada e reparação da mama é quase regra, no SUS o procedimento ainda é pouco abrangente. A expectativa da RFCC-PI, porém, é que com esta nova ação a cirurgia plástica impulsione a prática entre as mulheres mastectomizadas. O projeto será realizado em parceria com a Clínica de Ginecologia e Mastologia do Hospital São Marcos e a Clínica Divina Vaidade.
Indicada pelos cirurgiões plásticos para reparar ou reconstruir a aréola mamária, a Micropigmentação possibilita através de técnicas avançadas a reprodução uniforme da cor e formato da aréola e do mamilo que desparece após a realização da cirurgia. A esteticista Dirce Arcoverde explica que a técnica consiste na implantação de pigmentos na camada subepidérmica da pele através do auxílio de agulhas e de aparelho especializado. “A técnica é eficaz em seus resultados e produz uma uniformidade na cor dos seios, deixando-o mais similar possível ao seio existente”, disse a esteticista que realizará o procedimento de forma voluntária para as mulheres.
Segundo a voluntária da RFCC-PI, Tânia Cardoso, a realização da Mastectomia causa uma série de transformações psicológicas nas mulheres por ser um dos maiores símbolos da feminilidade. “Muitas mulheres sentem dificuldades em se adaptar a sua nova imagem corporal após a cirurgia. Muitas delas ficam com a autoestima baixa por medo de não se sentirem atraente sexualmente. Com este projeto, queremos proporcionar uma melhor qualidade de vida às nossas pacientes”, destacou a voluntária que é coordenadora do projeto Alertar da RFCC-PI.
Fonte: assessoria