TENSÃO
Alinny Maria
12 de março de 2020 às 09:50
Atualizada às 11h05
A votação do projeto de reajuste parcelado do piso salarial dos professores da rede municipal de ensino estava marcado para acontecer hoje (12), mas foi remarcada para a próxima terça-feira (17), após a invasão dos professores ao plenário da Câmara.
A presidência da Casa se reuniu com os vereadores e decidiram adiar a votação. A categoria acampa na Câmara desde a segunda-feira (10), dia em que deflagraram greve. Hoje, os manifestantes passaram a ocupar o plenário da Câmara e disseram que só irão sair após o prefeito Firmino Filho alterar o texto do projeto, determinando o pagamento doo piso em uma só vez.
Em entrevista ao Piauí Hoje, o professor Júnior Vieira que faz parte do grupo que acampa na Câmara, disse que a categoria vai permanecer no local até a próxima terça-feira (17), que será dia da audiência.
"É muito humilhante para os professores saber que os vereadores vão votar o projeto mesmo com o parecer técnico apontando que é inconstitucional. A Prefeitura de Teresina não valoriza a classe que tem dado um dos melhores resultados em Educação do país. Essa Câmara está fazendo um desserviço para a Cidade, milhares de crianças estão sem aula e a culpa é do Prefeito Firmino Filho e vereadores que não dialogam com os professores. Até o momento nenhum canal foi aberto para diálogo", lamenta o professor.

Matéria original às 9h50
Os professores da rede municipal de ensino estão em greve desde o dia 10 de março e acampam na frente da Câmara Municipal de Teresina pelo terceiro dia consecutivo. Na manhã desta quinta-feira (12), segurando cartazes os professores invadiram o plenário e o clima esquentou. O vereador Deolindo Moura (PT) foi quem abriu as portas do plenário para a entrada dos professores.
A categoria quer barrar a votação que acontece em regime de urgência para o reajuste parcelado do piso salarial dos professores. O vereador Deolindo chegou a cair com o empurra-empurra e um dos manifestantes deu um tapa na cara da vereadora Teresinha Medeiros (PSL), que foi para a delegacia registrar Boletim de Ocorrência. Deolindo disse que não abriu para porta para os professores entrarem, mas sim porque estava saindo do plenário.
A manifestação é para impedir que seja aprovado o parcelamento do piso salarial dos professores. O projeto da Prefeitura de Teresina reajusta em 12,84% o salário da categoria, mas a prefeitura pede que o pagamento do reajuste seja feito em duas parcelas: uma em abril e outra em agosto.
O parecer técnico da Casa diz que o projeto é inconstitucional, pois a lei do Piso Nacional não permite parcelamento. O clima permanece tenso na Casa e o presidente Jeová Alencar pediu reforço na segurança.
" O parecer técnico considera ilegal o projeto de reajuste parcelado do piso do magistério. Mesmo tendo conhecimento do parecer, o prefeito Firmino Filho (PSDB) ordenou que os vereadores aprovem de qualquer jeito o projeto ilegal. Um absurdo! Firmino trata professores como lixo! A maioria dos vereadores da Comissão de Constituição é ligada ao Prefeito (dentre eles, Graça Amorim) e tentaram esconder o parecer técnico", disse o Sindserm.
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