Policiais federais prenderam na manhã deste domingo (9) uma romena que usava documento falso para atuar como “dublê” de uma candidata ao vestibular do curso de medicina da Faculdade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
De acordo com a assessoria da Polícia Federal, a romena, identificada como Iona é velha conhecida da polícia, já tendo sido presa ao menos outras duas vezes fraudando vestibulares no Acre e no Piauí.
Ainda segundo a Polícia Federal, a estrangeira poderá responder por estelionato, com pena máxima de 5 anos. Já a verdadeira candidata inscrita no vestibular será convocada a prestar esclarecimentos.
No Piauí ela foi presa no ano de 2004 quando também tentou fraudar o vestibular para medicina. Em companhia de l Alessandro Silva Sousa, 29 anos, natural de Goiás, os dois se passam por candidatos, assumem os nomes deles e usam os seus conhecimentos para ser aprovado, mas quem assume é quem o contratou.
Iona, que no Piauí usava os sobrenome Russei Dutra e se dizia com 30 anos, é acusada de participação em uma quadrilha especializada na fraude de vestibulares de Medicina com
ramificações em todo o País.
Na época o casal foi preso nas proximidades da sede central da UESPI (Universidade Estadual do Piauí) onde a romena prestava vestibular para Medicina. O casal era acusado de ter ligação com o estudante cearense Kildary Teixeira, flagrado com um celular escondido na cueca.
Segundo a polícia piauiense, o cearense e outros candidatos receberiam os gabaritos, feitos
por Iona, via celular. Cada candidato pagaria entre R$ 25 mil e R$ 30 mil para o casal. Segundo o delegado Bonfim Filho, membro da Comissão de Combate ao Crime Organizado no Piauí, e responsável pelas investigações, o goiano e a romena, além de acusados de fraudar o vestibular no Piauí, tinham mandado de prisão no Acre por tentarem fraudar o vestibular de Medicina
na Universidade Federal daquele estado.
Fonte: Da redação