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Por ciúme, marido mata esposa e simula estupro seguida de homicidio

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Teresinha

01 de novembro de 2014 às 22:11


 Menos de 12 horas após brutal assassinato de uma mulher de 33 anos por asfixia, com indícios de violência sexual, a Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) reuniu provas do envolvimento do marido dela no crime. Na delegacia, ele acabou confessando que matou a esposa durante desentendimento motivado pela descoberta recente de uma traição e que tentou simular cenário de estupro seguido de homicídio.

Gislaine Cristina dos Santos Pereira da Rocha foi encontrada por populares já sem vida, ontem, por volta das 8h, num terreno baldio no Parque Pampulha, a cerca de 80 metros de sua residência. De acordo com informações da polícia, ela estava apenas de sutiã e blusa e parte dos seus seios estava exposta.

A calcinha, calça e bolsa da vítima foram localizadas ao lado do corpo, que apresentava sinais de esganadura. “Tudo indicava que ela teria sido vítima de abuso sexual e depois morta”, diz o delegado Jader Biazon, titular de Agudos. O marido de Gislaine, Reginaldo da Rocha, 41 anos, foi ouvido ainda no local do crime.

“Ele alegou aos policiais militares que a esposa havia saído para trabalhar por volta das 5h e que ele acreditava que ela havia sido estuprada assim que deixou sua casa e sido morta depois. Os vizinhos não ouviram nada e não havia testemunhas no local o que, inicialmente, prejudicou as investigações”, afirma.

Após perícia, o delegado ouviu a filha da vítima, de 15 anos. “No final da tarde, diante de todas as provas coletadas, apuramos que o autor do crime era o marido, o qual já vinha se desentendendo com ela há algum tempo. Há cerca de seis meses, segundo o relato dele, ele descobriu que ela estaria traindo ele com outro homem”, declara.

O crime
Segundo Biazon, Reginaldo disse que vinha sendo ofendido pela esposa e que, apesar das discussões, ainda a amava. Ontem, o acusado teria acordado às 5h para fazer café para ela e uma nova briga teve início. “Ela teria provocado ele cantando uma música sertaneja que seria tema do relacionamento extraconjugal”, relata o delegado.

Após sequência de discussões, que começou na cozinha e só terminou no quintal, ele chegou a esganar Gislaine, que desmaiou, mas recobrou a consciência e saiu para trabalhar.

Conforme versão de Reginaldo, ela teria retornado logo depois dizendo que iria denunciá-lo à polícia. “Eles voltaram a discutir. Ele deu uma rasteira nela, derrubando-a no chão, e passou a esganá-la”, conta.

Cena armada
Quando percebeu que a esposa estava morta, de acordo com o delegado, Reginaldo arrastou o corpo dela até o terreno baldio e tirou sua roupa para simular que ela havia sido estuprada e assassinada na sequência. Após confessar o crime com riqueza de detalhes, ele foi autuado por homicídio qualificado, por motivo fútil e asfixia.

Biazon representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva. Os filhos do casal, de 3 e 15 anos, estão com uma irmã da vítima.

A Polícia apurou que Reginaldo é ex-policial militar e atuou em Agudos, Lençóis Paulista e Borebi. A informação não foi confirmada pelas Polícias Civil e Militar.

Fonte: agencias



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