Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Gangrena
A Polícia Federal e a Controladoria Geral de União deflagraram a Operação Gangrena para apurar o suposto desvio de recursos públicos na Secreetaria de Saúde do Estado. Estão sendo investigados gestores, advogados e empresários que fornecem para prefeituras do Estado. A assessoria da superintendência da PF no Piauí confirmou sobre a operação.
Segundo informações do programa Bom Dia Meio Norte, cerca de oito viaturas da Polícia Federal foram vistas nas imediações da avenida Dom Severino, na zona Leste, e ainda próximo à CEAPI, zona Sul da capital. Há no momento informações de mandados de apreensão estão sendo cumpridos em várias empresas e até em centros comerciais.
O escritório do advogado Alexandre Nogueira foi um dos alvos da operação desta manhã. Os agentes federais invadiram o lugar para dar cumprimento aos mandados de busca e apreensão. Os policiais deixaram o lugar levando documentos e outros materiais.
Os agentes cumpriram mandados ainda em uma distribuidora de medicamentos localizada em frente à CEAPI. As investigações estariam voltadas para o desvio de recursos públicos através de fraudes em licitações e contratos irregulares.
Veja a nota da PF sobre a operação Grangrena
Operação Gangrena visa desarticular quadrilha especializada em desvio de recursos públicos do SUS, descentralizados para Secretaria de Saúde do Estado do Piauí - SESAPI. A investigação revela a ação 04 (quatro) empresas fornecedoras de medicamentos para Secretaria de Saúde do Piauí - SESAPI, as quais ilicitamente burlaram a licitação empreendida através Pregão nº 096/2009, comprometendo a competitividade à medida que, a compra de medicamentos se deu por menor preço por lote ao invés de menor preço por item, excluindo assim os laboratórios fabricantes dos medicamentos. Estas empresas agiram no sentido de superestimar as necessidades dos hospitais; não entregaram os medicamentos adquiridos, o que se facilmente se depreende pelos indicativos de uso de notas ficais frias e falta de controles rígidos no almoxarifado central da SESAPI. A lucratividade está representada nos quase sete milhões desviados em proveito do grupo investigado, através de atos de corrupção, envolvendo agentes públicos vinculados a Central de Controles de Licitações - CCEL (SEAD) e Secretaria de Saúde do Estado do Piauí – SESAPI na época do fato. Os membros da organização criminosa detêm grande poder de autonomia e representação dentro das específicas áreas de atuação. A investigação conta com a participação de auditores da Controladoria-Geral da União – CGU. Estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, 18 conduções coercitiva para interrogatório, 23 Medidas cautelares diversas da prisão (suspensão da função pública (05), suspensão da atividade econômica (11), proibição de deixar o país (07)); bloqueio de contas bancárias e arresto de bens. Os crimes em apuração são de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, além de outros que possam ser caracterizados no decorrer da investigação.