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Polícia Civil perde 5 delegados em menos de trinta dias

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Teresinha

29 de agosto de 2012 às 09:08


A Polícia Civil do Piauí teve uma baixa de cinco delegados em menos de um mês. Três deles deixaram a instituição para assumir outros cargos, um foi demitido e outro faleceu. A expectativa é que nos próximos dias estas vagas sejam repostas com os candidatos aprovados no concurso de 2009 e que ainda aguardam nomeação. A previsão é que sejam nomeados 15 novos delegados, pois o Governo do Estado já tinha a previsão de nomear 10.

Dois dos delegados que pediram exoneração estavam na instituição há apenas dois anos. Eles preferiram assumir o cargo de oficial de Justiça no Estado do Ceará, com salário inferior ao que recebiam como delegado. Eles trabalhavam em Luís Correia e Simplício Mendes e queixavam-se da sobrecarga de trabalho e falta de estrutura para trabalhar. A outra delegada que pediu vacância do cargo foi aprovada para defensora pública no Ceará e deixou a delegacia de Oeiras.

“Aguardamos o Governo do Estado anunciar nomeação de novos delegados o mais breve possível, pois a demanda no interior do Estado é muito grande e muitos casos deixam de ser investigados”, denuncia Tiago Dias, presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sindepol).

Além da demanda no interior do Estado ser crescente, o período eleitoral está exigindo uma presença mais efetiva de delegados da Polícia Civil, que atuam de forma supletiva no combate a crimes eleitorais, tendo em vista a insuficiência de policiais federais no interior.

De acordo com Tiago Dias, a Polícia Civil necessita de um forte investimento do Governo do Estado para se interiorizar e esse processo está começando. “No mês de julho o Governo nomeou 10 delegados, esperamos estas novas nomeações e que todos os remanescentes do concurso de 2009 sejam nomeados até o final do ano. Há ainda um concurso em andamento para agentes, escrivães e peritos e com isso acreditamos que no próximo ano estaremos com uma estrutura de pessoal um pouco melhor”, prevê Tiago Dias.

Os delegados que atualmente trabalham no interior ainda precisam acumular várias delegacias para que todo o Estado seja atendido pela polícia judiciária. “A principal reclamação dos delegados do interior é esse acúmulo de delegacias, alguns atuam em quase dez cidades ao mesmo tempo”, reclama o sindicalista.

Fonte: DP



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