Teresinha
18 de abril de 2017 às 19:04
“Olá, você está pronto? Seu pacto já está no livro. Se quiser sair antes da primeira regra nos avise. Enviaremos seu pedido de sair à nossa... Baleia... e ela nos informará o que você deve fazer. Caso nos bloquei ou nos ignore, mandaremos seu número ao nossos Chefe. Ele pegará seus dados, descobrirá seu nome. Esperamos sua resposta”, ameaça a página do Blue Whale na internet.
As autoridades piauienses e brasileiras estão atentas a uma nova mania “macabra”, o “Baleia Azul”, um ritual que começa com um simples desenho de uma baleia e termina com a morte do participante. Os números ainda são preliminares, mas preocupam. Duas mortes são investigadas pelas polícias da Paraíba e do Mato Grosso. E dois casos estão sob investigação no Rio de Janeiro.
O Blue Whale já teria provocado a morte de mais de 150 jovens pelo mundo. Todos cometeram suicídio. Daí a mobilização das polícias de vários países para prender os criadores do grupo, na verdade uma "corrente da morte". Os criminosos por trás dessa monstruosidade vão responder pelos crimes de associação (criminosa), lesão corporal, tentativa de homicídio e homicídio.
O que é
“Baleia Azul” é uma página acessada via WhatsApp, Facebook, SMS e outros aplicativos e redes sociais, que consiste numa série de 50 “desafios”, que devem ser cumpridos diariamente, depois que o participante recebe a primeira mensagem com uma tarefa simples: fazer o desenho da tal baleia azul num papel.
Os desafios impostos aos participantes vão aumentando de intensidade a cada missão cumprida. As ordens ficam cada vez mais vioentas, sanguinárias, mórbidas: cortar partes do corpo, com lábios e braços, furar a palma da mão. O 50º e último desafio é o suicídio.
Há dois anos na Russia
A primeira investigação do Balei Azul aconteceu na Rússia, em 2015, onde uma menina de 15 anos jogou-se de um prédio. Outra adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem dias depois. A polícia ligou as duas mortes ao grupo participante do desafio, que previa 50 missões, a última delas: acabar com a própria vida.
“O Baleia Azul é uma 'corrente'. Quem tiver com vontade de entrar no Baleia Azul, não faça isso. Só vai te causar coisas ruins. Em vez de parar sua tristeza, só vai aumentar. E vai acumular, e vai acumular... E quando você vê, já vai estar vazio por dentro e por fora. Apostem numa coisa que você gosta. Talvez numa música de que você gosta. Talvez você se sinta melhor. Porque eu sei o quanto dói, mas não vai ser um jogo que vai te fazer parar de sentir dor. E nem a morte”, avisou uma menina, moradora da zona Oeste do Rio de Janeiro, que era participante do grupo. E sobreviveu.
A adolescente escapou da morte graças à mãe, que descobriu que a filha participava do Baleia Azul a tempo de evitar sua morte. A menina já havia cumprido o 14º desafio e foi internada por dois dias. Quando saiu do hospital, atentou contra a própria vida. A mãe, que havia abandonado o trabalho, preocupada, conseguiu impedir o pior.
Sadismo e sangue
O portal PIAUIHOJE.COM denunciou, ainda no ano passado, a existência de grupos atuando nas redes sociais incentivando adolescentes ao autoflagelo e até ao suicídio. Foram milhares de acessos das pessoas querendo saber mais detalhes da denúncia para evitar que os filhos tivessem acesso a esse tipo de conteúdo. “Pensamentos suicidas” era um dessas páginas de incentivo ao fim da existência pelas próprias mãos. A polícia investiga os responsáveis pelas páginas.
NOTA DO COLUNISTA: Leia com muita atenção! Seu filho, sua filha pode estar sendo vítima dessa trama macabra.
Pesquisamos na internet vários conteúdos sobre o jogo Blue Whale e ficamos estarrecidos com o que vimos, inclusive os 28 primeiros "desafios". Publicamos essas informações para alertar as mães, os pais, os responsáveis, a sociedade... e para proteger nossas crianças e nossos adolescentes dessas mente doentes. Caso você perceba algum sinal relacionado a esse “jogo” mortal, não se cale: DENUNCIE! São 50 imposições... nós não conseguimos ficar indiferentes à primeira.