Representantes do Ministério Público e do Conselho Tutelar de Picos se reuniram na manhã de ontem (12), no Fórum de Picos, com a família do jovem picoense que aparece sendo ameaçado e humilhado por uma jovem e uma adolescente em um vídeo viralizado entre internautas e usuários de smatphones. A advogada que representa a vítima diz que eles querem que o crime seja rapidamente elucidado e punido.
Lara Alves confirmou que na época em que as imagens foram gravadas, no último dia 3 de outubro, o jovem era menor de idade, com 17 anos. Já Fabiana Silva, que agride o então adolescente, tem 20 anos; e a adolescente que filma tem 13 anos.
Segundo Lara, a família e o rapaz estão vivendo momentos difíceis e ele está recebendo auxílio médico. "Ele está muito abalado, já está passando por tratamento psicológico e a família, obviamente, está dando todo o apoio possível", frisa.
A advogada explica que foi contratada pela família para que todos os trâmites legais fiquem mais claros e também para garantir que o caso tenha uma resolução rápida. "Vamos assistenciar o Ministério Público e pedir as devidas providências legais. É um caso sério, que precisa de uma apuração realmente rigorosa e rápida, até para dar uma resposta à sociedade por esse ter sido um crime bárbaro, de repercussão nacional", pontua.
O promotor Leonardo Fonseca, da 2ª Vara da Comarca de Picos, afirmou que o encontro teve como foco principal a orientação da família da vítima sobre como deve agir legalmente. "Orientamos que ele procurasse a delegacia para que fossem tomadas medidas protetivas e também disponibilizamos o serviço social do município para que ele fosse atendido e se sentisse mais seguro diante da situação passada", explica.
Fonseca afirma que tanto Fabiana Silva, que aparece ameaçando a vítima com uma faca e chega a cortar todas as suas roupas, quanto a menor que filma o ato podem sofrer punições por pelo menos quatro crimes. "Num primeiro momento podem ser imputadas as condutas de lesão corporal, ameaça, constrangimento e até o crime de exposição de adolescente na mídia", destaca.
A adovada da vítima diz que o caso pode ser tratado como crime de tortura. "Nós podemos enquadrar a conduta dela [Fabiana] no crime de tortura", argumenta.
"Se houver ato infracional, esta promotoria tem a atribuição de ouvir os adolescentes envolvidos e de eventual representação. Se não houver, então ficaremos apenas nas medidas protetivas, que são extrajudiciais", acrescenta o promotor.
A presidente do Conselho Tutelar de Picos, Francilda Araújo, confirmou que a menor que filma o ato já era acompanhada há algum tempo e que possui um histórico de infrações registradas. Entre elas, agressões contra a própria mãe e exposição em outros vídeos. "Infelizmente é uma adolescente com comportamento muito difícil", lamenta.
Até a tarde de ontem (12) Fabiana Silva ainda não havia se apresentado à Polícia Civil de Picos para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Fonte: com o grande picos