Um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, mostra que eles fizeram um mapeamento de todos os efeitos que o esporte provoca nos músculos esqueléticos, que formam 90% do corpo.
Com isso, várias pessoas que sofrem de doenças como diabetes, obesidade e problemas do coração. “Podemos dar um grande salto no campo da medicina. Há muito tempo pensávamos que havia muitas reações decorrentes dos exercícios. Fomos os primeiros a criar o mapa e agora sabemos a sua complexidade”, disse Nolan Hoffman, autor do estudo, ao jornal “El Clarín”.
Com a ajuda de quatro voluntários, que entregaram amostras de músculo antes e depois de se exercitarem em uma bicicleta ergométrica, o estudo foi capaz de identificar mais de 1.000 mudanças que ocorrem no tecido muscular.
Mas o que significa tudo isso? “O ponto é que a gordura pode se tornar músculo, e isso seria uma excelente ferramenta para combater a obesidade. Portanto, conhecer as mudanças na célula muscular pode permitir encontrar pequenas moléculas que podem ser usadas para desenvolver medicamentos. Por enquanto, é conhecida apenas a função da irisina, que converte a gordura marrom em gordura branca e aumenta o gasto calórico sem a realização de exercícios”, explicou a médica especializada em nutrição Mônica Katz.
Mas a disponibilização de uma pílula que de fato ajude a deixar o corpo mais magro e saudável sem exercícios ainda deve demorar. Segundo os autores do estudo, a inovação não chegará ao mercado em menos de dez anos, pois leva tempo para que sejam identificadas e transformadas em medicamento todas as alterações moleculares provocadas por exercícios.
Além disso, médicos e nutricionistas continuam afirmando que, não importa a qualidade da pílula, nada é melhor para uma vida saudável do que exercitar o corpo e ter uma alimentação equilibrada. Então, pelo menos por enquanto, mexa-se!