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Piauí deve ser contemplado com uma cota maior do que foi acertado

Piauí Hoje

Teresinha

16 de novembro de 2009 às 02:11


O presidente estadual do Democratas, deputado José Maia Filho (o Mainha), disse que o governador Wellington Dias (PT) não deve se conformar com o acordo estabelecido sobre o pré-sal e lutar mais para que o Piauí possa ser contemplado com uma cota maior do que foi acertado entre os líderes do Congresso Nacional e os governadores nordestinos dos estados que não são produtores.Segundo o deputado democrata, para se ter uma idéia, os estados que reivindicam royalties já começam a luta pelo benefício do pré-sal perdendo aí cerca de 27% da distribuição, porque uma parte da área de exploração já foi licitada com base nas regras atuais de pagamento. "Além disso", revela Mainha, "o presidente Lula já fez um acordo com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, através de um viés político, já que o presidente não quer se desgastar com os cariocas tomando uma medida contra a vontade deles, onde o estado dele (Cabral) e os do Espírito Santo e São Paulo vão ficar com 25% dos recursos destinados ao pagamento dos royalties, enquanto aos demais estados da federação foram destinados só 22% para ser divididos entre eles". Para Mainha, é uma decisão injusta mas é melhor do que nada, porque o Piauí deve fortalecer suas receitas com estes recursos extras, mas pode brigar para ter muito mais que isso. Mainha citou a incorporação da Alemanha Oriental pela Alemanha Ocidental, que estavam separadas pelo "muro" que caiu há 20 anos, para mostrar a injustiça que é a divisão dos recursos da produção do pré-sal, lembrando que a reunificação fez com que o governo alemão investisse pesado na parte oriental do país, que ficou pobre durante o período em que esteve dividida."No caso do Brasil", compara ele, "o que impressiona é o fato de as regiões mais ricas serem contempladas com o maior volume da distribuição da riqueza enquanto as regiões mais pobres são desprezadas, consolidando uma situação de desigualdade política e injustiça social". Sobre outras matérias em discussão na câmara, o deputado disse que nesta terça-feira (17) será lido o relatório da Proposta de Emenda Constitucional (a PEC 300), que estabelece a igualdade dos policiais militares de todo o país.Segundo Mainha, algumas divergências começam a surgir na apreciação da matéria, porque os policiais de Brasília, estão insatisfeitos com seu salário, que é de R$ 4 mil, e além disso vêem dificuldade quando o salário deles for reajustado tendo repercussão em todo o país. "Ademais", diz Mainha, "há a questão do escalonamento dos ganhos das diversas patentes, por isso está se estudando lá a fixação de um teto mínimo nos moldes do piso salarial dos professores, talvez assim os parlamentares podem chegar a um acordo", concluiu.

Fonte: Meio Norte



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