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Perícia vai continuar a reconstituição da morte de Fernanda Lages Vera

Fernanda lages Veras Morte Reconstituição

Teresinha

04 de outubro de 2011 às 13:10


Fernanda Lages Veras
Fernanda Lages Veras
A reconstituição da morte da estudante Fernanda Lages Veras deverá prosseguir nesta semana, unclusive com a utilização de um manequim com altura e peso semelhantes ao da vítima. Serão analisados vários aspectos na "caena do crime, como a distância entre o parapeito de onde Fernanda despencou para a morte e o local onde o corpo ioi encontrado.
 
O perito Antônio Nunes explica que a reconstituição com o boneco, a mureta  e o chão para tentar ver a correspondência das posições da queda e as lesões no corpo de Fernada. Será revisada também a cronometragem da chegada até lá em cima. As simulações do momento da queda serão feitas agora em solo.

"Ela tinha 1.17 de álcool no sangue, mas há diferença de efeito do álcool de organismo para organismo. As amigas disseram que ela havia consumido cinco cervejas e duas doses de uísque, mas ela costumava beber muito mais. Havia sangue nas mãos, na coxa, havia saliva. Havia sangue distante do cadáver, em local incomum para a situação. Colocaram e retiraram papelão de 3 a 4 vezes. Havia escoriações no ombro, na coxa, no tornozelo e três escoriações no braço, que correspondem com a borda cortante da escada. Ela caiu na escada do lado direito do corpo", revela o perito.

Segundo Antonio Nunes, quando há a queda acidental, o corpo cai rente ao prédio, o que não aconteceu no caso de Fernanda, cujo corpo foi encontradao a certa distância do parede do edifício.  Quando a vítima é empurrada, o corpo cai distante, descrevendo uma trajetória em forma de parábola. No caso da vítima se jogar, a distância entre o corpo e local do salto é bem maior. Essas duas possibilidades  ganharam consistência após a primeira fase da reconstituição, explicam os peritos.

 

Fonte: Paulo Pincel



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