INOVAÇÃO
Teresinha
18 de junho de 2020 às 07:48
Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, anunciou nesta segunda-feira (16) que o aplicativo de mensagens WhatsApp - empresa adquirida pela gigante em 2014 - irá liberar a possibilidade de lançar pagamentos pelo Facebook Pay. A novidade estará disponível inicialmente para alguns usuários.
No Brasil, são mais de 130 milhões de pessoas que utilizam o aplicativo, portanto a nova funcionalidade é uma significativa oportunidade para as empresas. Muitos varejistas já sonham em transformar o canal não apenas na principal carteira digital (e-wallet) de consumidores, como também torná-la uma interface para se conectar com eles com a mesma facilidade com que são realizadas as trocas instantâneas de mensagens por esse canal.
A pandemia do novo coronavírus atestou o poder do WhatsApp no varejo. Empresas como ViaVarejo, Magazine Luiza, Reserva e Riachuelo tiveram que se reinventar durante esse período e passaram a utilizar a ferramenta como meio para os vendedores alcançarem seus consumidores diante do fechamento dos estabelecimentos físicos.
O comércio imagina agora como prover uma experiência única e viabilizar as vendas no canal. Muitas das inspirações podem partir da China, onde vimos o Wechat promover uma mudança na forma de consumir daquele país.
Certamente ainda é muito cedo para saber o que teremos disponível, pois os bancos legíveis - Nubank, Banco do Brasil, Sicredi, assim como a Cielo, processador de pagamento - precisam liberar suas APIs (Interface de Programação de Aplicações) para o mercado e, assim, oferecer os recursos para as empresas disponibilizarem a experiência. Os desafios técnicos para o WhatsApp são grandes para torná-lo um “super app”. Poucos aplicativos – caso do Wechat - conseguiram concentrar em uma única plataforma todos os serviços essenciais do dia a dia.
É importante destacar que as duas vias (consumidor e empresa) precisarão ter conta nos bancos citados. O Facebook não divulgou quando outras instituições financeiras passarão também oferecer esse serviço.
Ainda levará algum tempo para a atualização chegar a todos usuários. O recurso será gratuito para pessoas físicas e uma taxa será paga pelas empresas via Merchant Discount Rate, de 3,99%, por transação pelo aplicativo, tanto no crédito como no débito.
Além de limitar a moeda - nesse primeiro momento somente em real - não será possível ultrapassar R$ 1 mil por transação, R$ 5 mil por mês de venda pelo canal e 20 transações por dia.
Fica evidente a cautela do Facebook para lançar este novo recurso e a concorrência que enfrentará com outras carteiras virtuais já popularizadas no Brasil, como PicPay, Ame e Mercado Pago.
Mas afinal, o que podemos sonhar para o futuro com essa mudança no varejo? Quais são os recursos que estarão disponíveis? Quais cuidados teremos que ter? Abaixo alguns exemplos do que podemos imaginar:
Acredito que a possibilidade de efetuar transações pelo WhatsApp será um grande passo para revolucionar os meios de pagamento e mudar o comportamento de consumo do brasileiro. Sem dúvida será uma mudança gradativa, mas algo que as empresas precisam acompanhar constantemente.
Fonte: Marilia Montich
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