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Obras de escolas paradas servem de esconderijos para ladrões na z. Nor

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Teresinha

11 de maio de 2014 às 09:05


Após cinco anos do início da construção do Residencial Jacinta Andrade, maior empreendimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, as obras ainda estão longe de serem concluídas. Até o momento, a infraestrutura prometida no projeto não está pronta e jovens que moram no conjunto precisam se deslocar para outros bairros porque os projetos das duas escolas da rede estadual estão paradas.

No lugar de cadeiras e mesas, nas dependências existe um matagal que segundo a polícia é usado como ponto de esconderijo para criminosos que agem no local. "Eles roubam e depois correm para dentro do mato", disse.

Segundo a líder comunitária Anísia Silva, há meses os operários abandonaram a obra e devido o período chuvoso o mato cresceu rapidamente. “Faz muito tempo que os trabalhos de construção nas duas escolas pararam. Não sabemos o que houve porque a Agência de Desenvolvimento Habitacional, responsável pelo conjunto, não informar os motivos da paralisação”, afirmou.

A dona de casa Cássia Pereira reclamou da ausência de escolas da rede estadual no conjunto habitacional. “Minha filha de 14 anos estuda em uma unidade escolar localizada em outro bairro. Ela precisa pegar ônibus para chegar ao local, enquanto moramos em frente a um prédio abandonado, onde está previsto a construção de uma escola de nível médio. Não tenho condições de pagar as passagens de ônibus por muito tempo”, declarou.

Para a polícia, o matagal também favorece a ação de criminosos que após cometerem roubos se escondem dentro do mato. O soldado Raimundo Fonseca, do 13º Batalhão de Polícia Militar, contou que é comum pessoas chegarem ao posto do batalhão para denunciar a ação dos bandidos.

As obras do residencial iniciaram em 2008. O projeto prevê a entrega de 4.300 unidades habitacionais, quatro avenidas e 44 ruas, dois postos de saúde, três escolas, duas creches, uma delegacia, um mercado público, uma quadra poliesportiva, um centro cultural, terminal de ônibus, pavimentação asfáltica, esgotamento sanitário, rede elétrica e água encanada.

Das 4.300 unidades habitacionais previstas no projeto, três mil já foram entregues. A estrutura onde funcionaria uma delegacia foi cedida à Secretaria Estadual de Segurança que decidiu ceder o prédio para o 13º Batalhão da Polícia Militar do Piauí. O terminal de ônibus e posto de saúde já foram inaugurados, mas ainda precisam ser entregues a comunidade, enquanto a quadra poliesportiva, um centro cultural e o mercado público que estão prontos, contudo permanecem fechados.

Sobre a paralisação das obras nas escolas, a assessoria de imprensa da Agência de Desenvolvimento Habitacional (ADH) informou que os projetos foram interrompidos por causa da rescisão contratual com a construtora responsável, que não estaria cumprindo com o cronograma físico e financeiro de execução. Em nota, a agência também diz ainda que abrirá em breve abrirá um novo edital de licitação para conclusão dos trabalhos.

Fonte: g1/pi



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