Enquanto as obras da Ferrovia Transnordestina estão em fase de acabamento em Pernambuco, a poucos quilômetros, já no Piauí, apenas 10% da ferrovia foi erguido. As duas obras começaram simultameamente, mas desde 2011 que o trecho no solo piauiense conta no máximo com 250 empregados, ou seja, 2,5% do total previsto para que a obra andasse rápido: 10 mil trabalhadores.
As informações são do sindicalista Edvan Feitosa da Silva, do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada no Piauí (Sintepav). “Aqui no canteiro (em Paulistana), ninguém sabe explicar a discrepância. Talvez esteve faltando um maior interesse das autoridades piauiense”, disse o sindicalista.
Atualmente cerca de 200 operários trabalham no canteiro da obra no município de Paulistana. Esse trabalhadores são mantidos apenas para não passar a impressão de que a obra está parada. “Eles fazem pequenas pontes e concluiu alguns bueiros”, disse Feitosa.
O trecho da Transnordestina no Piauí é um dos maiores. A estrada deve chegar a cidade de Eliseu Martins e de lá seguir para o Ceará interligando os portos de Recife (PE) e Fortaleza (CE). No início da obra muitas pessoas chegaram a morar e trabalhar em Paulistana, fato que aumentou a economia da cidade que atualmente voltou ao normal.
ACORDO - Mesmo com um número reduzido na obra, os operários da Transnordestina se uniram a outros trabalhadores na construção pesada no Piauí e aprovaram o acordo coletivo da categoria. Padrões e empregados fecharam um reajuste de 9% para os trabalhadores, conforme informou a coordenadora administrativa Taynara de Alencar.
Segundo Regis Freire, presidente do Sintepav-PI, outra grande vitória da categoria foi a clausula que determina que as empresas dê uma cesta-basica no valor de R$ 50,00 para cada trabalhador e o sindicato ainda conseguiu manter a cesta natalina que já vigorava em anos anteriores.
Fonte: Da redação