A eventual renúncia do governador Wellington Dias ao governo para se candidatar a uma cadeira de senador nas eleições de 2010 não impedirá o PT de disputar as eleições pela oposição com Antonio Neto, caso não haja entendimento na base.O pensamento é do deputado João de Deus, líder do partido na Assembléia Legislativa, entrevistado no programa Bom Dia Meio Norte desta sexta-feira (07). O deputado acrescenta que o PT, agindo assim, colocaria à prova seu modelo de gestão, até aqui, o que mais trabalhou pelo desenvolvimento do Piauí. O deputado ressalta que todo e qualquer fato sobre a sucessão de 2010 não passa de especulação. "Tudo é especulação, agora", sentencia. João de Deus, no entanto, diz acreditar que não haverá desentendimento ou insatisfação que possa provocar a saída de algum partido da base para a oposição."Todos os membros dos partidos que compõem a aliança do governo têm um bom relacionamento com o governador Wellington Dias e confiam nele", afirma o deputado, enfatizando que "por essa razão, quando chegar o momento, ele vai chamar os líderes dos partidos e tratar com eles da melhor estratégia para a disputa da eleição".Até lá, lembra João de Deus, o processo da sucessão passará por várias etapas, "a começar pelo prazo de filiação partidária, depois vem o dia da desincompatibilização de quem ocupa cargos eletivos e comissionados e, por fim, as convenções, portanto, tudo o que for dito agora não valerá quando o período das definições chegarem". Na opinião do deputado, o prefeito Sílvio Mendes é candidato a governador por achar que o PSDB terá candidato a presidente da República e precisa de um palanque próprio no Piauí, sem contar que ele (prefeito) tem se comportado como se já estivesse em campanha.Para João de Deus, a existência de vários pré-candidatos da base é importante na medida em que cada partido participa do processo diretamente."O PT também cumprirá seu papel de viabilizar seu candidato porque no seu entendimento o que diferencia Antonio Neto dos demais candidatos é que ele provou ter capacidade para governar tendo em vista o trabalho que fez na Secretaria de Fazenda, promovendo o equilíbrio fiscal, o que permitiu o estado recuperar sua capacidade de investimento", destaca líder petista. Em relação às críticas da oposição, o deputado afirma que isso não preocupa o partido pelo fato de os oposicionistas estarem no seu papel. Só que ele entende que o discurso de campanha do governo será o grande conjunto de obras em execução no estado."Não são pequenas mas grandes obras de infra-estrutura e desenvolvimento, que vai fazer com que a população, no dia da eleição, escolha se quer ficar com o governo que promoveu a alavancada do progresso do estado ou aqueles que ao longo do tempo em que governaram o Piauí nada fizeram para desenvolvê-lo, portanto, o processo caminha para dar a eleição de governador uma leitura plebiscitária", concluiu.
Fonte: Meio Norte