O pais quer saber: até onde vai essa pouca vergonha?

Teresinha

01 de junho de 2017 às 19:06


Governador do Piauí, Wellington Dias
Governador do Piauí, Wellington Dias

Será que o país aguenta mais um ano de crise financeira, política... institucional? A democracia brasileira, moribunda, suporta mais um escândalo [da proporção bombástica da JBS], que "implodiu" o governo, com a divulgação de um grampo onde um presidente da República acha "ótimo, ótimo" um empresário corrupto, pagador de propina para parlamentares, assessores, juízes e até um procurador  da Repúiblica? Até onde vai essa falta de vergonha?

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e a vice-governadora Margarete Coelho (PP), foram os convidados ilustres da abertura, na manhã desta quinta-feira (1/6), em Teresina, do 7º Congresso de Ciência Política e Direito Eleitoral, promovido pela Uni Novafapi. E falaram de política, que é focada nas pessoas e não nos programas, nos projetos, nos partidos. E por isso se contaminou, apodreceu.

Abertura do 7º Congresso de Ciência Política e Direito Eleitoral
Abertura do 7º Congresso de Ciência Política e Direito Eleitoral 

Wellington Dias falou com conhecimento de causa. Esteve no Congresso, como deputado federal e senador, "Estive na Câmara, estive no Senado, à medida que a gente foi desmanchando os partidos, à medida que se foi tirando o ideal, a proposta, o projeto dos partidos, as direções foram perdendo força, os líderes perdendo força, à medida que se foi individualizando a política... as pessoas dizendo: ‘ah! eu não voto em partido eu volto na pessoa’. À medida em que isso aconteceu, o Congresso passou a ser de indivíduos não é de um projeto de Brasil”, lamentou o governador.

Margarete Coelho, Welllington Dias e Charles Silveira
Margarete Coelho, Welllington Dias e Charles Silveira

A vice-governadora Margarete Coelho acrescentou que a população inteira, os brasileiros se perguntam até onde vai a crise institucional no país. E questionou muito. “Todos os cidadãos hoje se perguntam para onde vai a nossa democracia? Qual o futuro da nossa democracia? As nossas instituições estão preparadas para os impactos de toda essa instabilidade, de Operação Lava Jato, de processo, de impugnação de chapas governamentais? Será que as nossas instituições estão preparadas? Quais são os mecanismos que a nossa legislação nos deu para enfrentar esse tipo de situação? E esses mecanismos estão sendo bem utilizados?”, questionou



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