AMAZÔNIA
Sol
22 de agosto de 2024 às 10:30
Um mês antes do período mais crítico da estiagem, que costuma ocorrer em setembro, os rios da Amazônia estão apresentando níveis historicamente baixos para agosto. Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), vinculado ao Ministério da Defesa, mostram que o Rio Solimões está 3 metros abaixo da média para esta época do ano, e alguns de seus afluentes, como os Rios Madeira e Acre, estão próximos dos menores níveis já registrados.
Flávio Altieri, analista do Censipam, observa que, apesar de o volume de chuvas estar abaixo da média esperada para a região, ainda é cedo para determinar se a seca deste ano será a mais severa já registrada. "De forma geral, as condições hidrológicas estão piores do que em 2023, que já foi um ano de seca extrema na Amazônia. As previsões climáticas não indicam uma melhora significativa nas chuvas para os próximos meses, mas a diversidade e a extensão da região tornam difícil prever com certeza a gravidade da seca de 2024", explica Altieri.
Segundo o analista, o que se confirma é um cenário de seca extrema, o penúltimo nível de severidade na escala de medição. Esse nível traz escassez de água, restrições e grandes perdas nas plantações. Altieri ressalta que o Censipam havia previsto, em junho, que 2024 enfrentaria uma seca semelhante à de 2023.
Com os níveis de água baixos, as comunidades tradicionais que dependem dos rios para transporte estão particularmente afetadas. Elas enfrentam dificuldades como falta de alimentos e água potável, além de problemas no acesso a serviços essenciais como saúde e educação.
Na quarta-feira (21), uma reunião no Palácio do Planalto reuniu ministros e governadores da Amazônia Legal para discutir medidas para mitigar os impactos da estiagem. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou na terça-feira (20) o repasse de R$ 11,7 milhões para ações de defesa civil nos estados do Amazonas e Roraima e reconheceu a situação de emergência em 53 municípios do Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia.
Fonte: Agência Brasil
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