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\'\'Não vamos fazer adesão ao governador, nem discutir a ocupação de c

Piauí Hoje

Teresinha

19 de novembro de 2009 às 02:11


Horas antes do encontro do governador Wellington Dias (PT), com a dissidência do PMDB - leia-se Mauro Tapety, João Madson, Ana Paula e Moraes Souza Filho -, no Palácio de Karnak, os deputados se apressam em desconstruir o discurso do PSDB de que o lado oposição do PMDB estaria aderindo ao governo em troca de cargos.O deputado João Mádison, um dos rebeldes do PMDB, minimizou o encontro: "cada eleição tem uma história. Não vamos fazer adesão ao governador. Não temos nada para discutir em relação a cargos. Não vamos entrar no governo no final do mandato. Não temos criado problemas em relação ao projeto. Primeiro temos que pensar em eleger os deputados. Vamos ouvir o que ele [governador] tem para nos dizer", desconversou."Nós vamos até o Palácio de Karnak para ouvir o que o governador tem a dizer para nós dissidentes e não pedir nada a ele em troca de apoio político, uma vez que não é nossa intenção participar de um governo que já está no fim e que está articulando o processo sucessório de 2010", acrescentou. Para João Madson, o propósito do PMDB é garantir a sua sobrevivência política e partidária , e para isso o partido está conversando com todos os partidos, do governo e da oposição."Nós dialogamos com o Sílvio Mendes, eu converso com o prefeito de Teresina, já conversei com o Wilson Martins, conversei com o João Vicente, e, enfim, por que não conversar com o governador Wellington Dias?", questiona.João Madson ressalta que o PMDB não é um partido intransigente quando o assunto é conversar com todos as siglas partidárias, por essa razão é que, segundo o deputado, os dissidentes aceitaram o convite dos líderes peemedebistas para sentarem-se com o governador. O deputado peemedebista lembrou que o PMDB, hoje, está voltado para tentar viabilizar o nome do deputado Marcelo Castro como candidato do partido ao governo. Reconhece que a situação é difícil em razão de haver dentro da base do governo uma disputa interna pela viabilidade."Acho que o Marcelo já devia ter atingido um patamar razoável de intenções de votos medidos pelas pesquisas eleitorais, mas não sou pessimista e acredito que até o início do próximo ano, janeiro ou fevereiro, o nosso candidato estará bem posicionado nas sondagens", acredita. Mas caso Marcelo Castro não consiga se viabilizar, o deputado disse que o partido se reunirá para decidir o que fazer. João Madson disse que as pesquisas até o momento mostram o prefeito Sílvio Mendes numa situação de crescimento em decorrência de ser ele (o prefeito) o único candidato que a oposição dispõe como alternativa, enquanto a base governista tem quatro pleiteando a indicação de candidato ao governo."Não posso deixar de reconhecer que o Sílvio é um candidato forte e favorito para ganhar, mas só depois de março nós saberemos como estará o quadro", opina. "Uma coisa eu garanto, o PMDB vai para a disputa de 2010 unido, porque só deste modo nós teremos condições de assegurar a nossa sobrevivência", concluiu.

Fonte: Redação



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