O deputado estadual Paulo Martins (PT) usou a tribuna da Assembléia Legislativa repercutir as denuncias de corrupção na administração do município de Boqueirão do Piauí. O prefeito Gervásio Barbosa (PC do B) já teve seu afastamento pedido pelo Ministério Público.O parlamentar exibiu uma lista de processos contra a prefeitura. Entre as denuncias estão a de vários cheques devolvidos, dos quais 24 já foram executados pelo Ministério Público.Paulo Martins deu entrada na Mesa-Diretora requerimento a ser encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado para que uma auditoria seja feita nas contas de Boqueirão. Segundo documento assinado pelo prefeito Gervásio Barbosa (PC do B), a prefeitura tem R$ 1.293.356,15 no cofre e R$ 38.891,01, no banco. "Se a prefeitura tem esse dinheiro porque os cheques são devolvidos? Alguma coisa está errada", questionou o parlamentar. O afastamento do prefeito Gervásio Barbosa foi feito pelo Ministério Público no dia 8 de novembro de 2007, após o mesmo ter sido denunciado em novembro de 2006.por "práticas delitivas", dentre elas a falta de licitação para obras, o não repasse do décimo-terceiro salário e do salário família aos servidores municipais, contração de pessoal sem concurso público e sem nomeação de cargo em comissão, o não pagamento de encargos sociais. A pedido da desembargadora Eulália Maria Pinheiro, a Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí informou que três construtoras contratadas pela prefeitura estão em situação irregular.A construtora "Belas Artes Ltda" teve baixa na sua inscrição estadual em setembro de 2001 e as construtoras "Ind. e Com. Ltda" e "D.S. Construções e Serviços Ltda" "nunca estiveram inscritas no cadastro de contribuintes do Estado do Piauí", segundo o documento. O deputado Paulo Martins, que é presidente da Comissão de Finanças da Assembléia, tem se dedicado à fiscalização nas prestações de contas das prefeituras com o objetivo de "defender o dinheiro público" e melhorar "a imagem dos políticos".Ele exigiu da Assembléia um posicionamento contra esse tipo de procedimento, alegando ser de responsabilidade daquela "Casa" a busca por "transparência e seriedade" na administração pública. O deputado Edson Ferreira (DEM) se pronunciou e alegou que o tema era de interesse local. Em defesa pronunciou-se o deputado Xavier Neto (PR) afirmando que "quando se é fiscal do dinheiro público, se é fiscal em todos os níveis, inclusive nas prefeituras".
Fonte: Alepi