Teresinha
18 de novembro de 2016 às 16:11
Com o objetivo de promover a reeducação de menores infratores e em alusão ao Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, a 10ª Promotoria de Justiça, órgão de execução do Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), ministrou, nesta sexta-feira (18), uma palestra sobre o enfrentamento à violência doméstica contra a mulher, no Centro Educacional de Internação Provisória (CEIP).
Voltada para adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e seus familiares, a integrante do Nupevid, promotora Amparo Paz, abordou temas como o contexto histórico do machismo, Lei Maria da Penha, natureza jurídica das leis de proteção e forma de denúncia, através do Ligue 180.
“É de suma importância que haja esse trabalho de reeducação, tanto aqui como na sociedade em geral, a fim de que a violência contra a mulher seja extinguida. A cultura machista e de desvalorização da mulher está enraizada em nosso modo de vida de tal forma que, aqui mesmo, por exemplo, nós percebemos que a maioria dos familiares que vieram visitar os menores são mulheres, isso vem de uma cultura patriarcal em que a mãe é a única responsável, e até culpada, pelos atos dos filhos”, destaca a promotora.
Segundo a psicóloga do CEIP, Lara Moura Gomes, quanto mais os jovens tiverem acesso à educação, melhor seu desenvolvimento. “Essa informação relacionada a direitos, deveres e orientações da ordem de problemas que eles vivem são cruciais, pois muitos deles estão aqui por violência doméstica. Aprendendo sobre isso, eles podem rever e mudar sua postura, além de repassar esse conhecimento para a família”, afirma.
Para o interno de 16 anos de iniciais C. C. S., a palestra trouxe informações que contribuem para sua ressocialização. “Com a palestra dela, a gente pôde entender muito bem sobre a violência doméstica, que pode ser praticada contra mulheres, homens, menor ou maior de idade, não tem idade nem tamanho para a violência ocorrer. É importante também para a gente entender mais sobre as leis de violência doméstica e prevenir antes que aconteça com alguém, diz.
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Fonte: R2
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