PARALISAÇÃO
Lucas
22 de setembro de 2019 às 16:28
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Teresina (Sintetro) anunciou a possibilidade de paralisação para esta quarta-feira(25). O motivo seria a falta de negociações das reivindicações da categoria, que já tem uma audiência marcada para segunda-feira (23), na Superintendência Municipal de Trânsito (Strans).
Os trabalhadores reivindicam pagamentos de férias e horas extras, denunciam ausência de repasses para os planos de saúde e são contrários a duplicação das jornadas de trabalho. Segundo o sindicato, são cerca de 1.600 trabalhadores de transportes coletivos em pouco mais de 10 empresas organizadas em quatro consórcios.
“Queremos os pagamentos das férias e horas extras que foram pagas com base no salário de 2018, que sejam pagas as diferenças e que não haja atraso. Que acabem com o sistema de duas pegadas. Eles obrigam os funcionários a trabalharem em alguns casos de 4 h às 21 h. Uma rotina desgastante. Vai que um motorista desses dorme no volante”, alerta o sindicalista.
De acordo com o Sintetro, a cobrança rígida para os motoristas nos horários dos ônibus e a falta de estrutura para os funcionários nos terminais também são pontos de reivindicação.
Os rodoviários também reclamam da suspensão dos chamados ‘ônibus corujões’, que funcionam no horário da madrugada. “Queriam que o motorista também fizesse a função de cobrador. O sindicato não aceitou e eles acabaram com dois corujões da zona Sudeste. Como os trabalhadores e as pessoas vão voltar para casa a noite?”, questiona Feijão.
O repasse no plano de saúde, que foi reajustado em 3.8%, não estaria sendo repassado à empresa, que ameaça suspender o serviço, de acordo com o Sintetro. “Como ficarão os trabalhadores, que depende muito do plano pra tratamentos de saúde”, alega.
Em nota o Setut informou que algumas das pautas reivindicadas devem ser discutidas com a Prefeitura de Teresina e outras com a Justiça do Trabalho. O sindicato das empresas afirmou que as “solicitações não justificam paralisações, atrapalhando a cidade e seus cidadãos”.
Fonte: Sintetro com informações CV
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