Dizendo-se bêbada, Adriene Cyrilo voltou atrás e admitiu que foi ela, e não o atacante Adriano, quem efetuou o disparo de pistola que a atingiu na mão
Sete meses depois de ter dado um tiro na própria mão, segundo confirmou em depoimento à polícia, dentro do carro do jogador Adriano, a modelo Adriene Cyrilo Pinto ainda não pagou as dívidas dos tratamentos médicos por causa dos ferimentos. E os débitos já ultrapassam R$ 82.400 — valor que está sendo cobrado na Justiça pelo Hospital Barra D’Or, onde Adriene fez uma cirurgia e ficou internada durante quatro dias.
De acordo com os advogados Ramon Ayats e Fernando Charnaux Rocha, que defendem a unidade, a ação de pagamentos dos serviços hospitalares foi movida em fevereiro, na 7 Vara Cívil do Fórum da Taquara, depois de o Barra D’Or ter tentado acordo amigável com Adriene.
As despesas de R$ 82.409 são referentes ao atendimento de emergência, radiodiagnóstico, além de medicamentos e materiais descartáveis. Ainda estão incluídos os custos das quatro diárias (R$ 3.664), exames e procedimentos microcirúrgicos.
Até agora, o mandado de pagamento, expedido pela Justiça no dia 14 de junho, não foi pago. Adriene também não tem advogado ou um defensor público. Além desse débito, Adriene soma pelo menos R$ 9.972 em dívidas.
Internação
A modelo ficou internada no hospital entre os dias 24 e 28 de dezembro, depois que foi atingida na mão por um disparo na saída de uma casa de shows, na Barra da Tijuca. Ela estava no BMW de Adriano, onde também estavam um segurança do jogador e outras duas mulheres. À princípio, Adriene acusava o atacante pelo tiro. Depois da acareação, ela voltou atrás, mudou o depoimento na delegacia e confessou ter pego a arma do segurança.
Por causa da mentira, Adriano, que havia prometido pagar as todas as despesas do Barra D’Or, desistiu do prometido. Adriene não foi localizada para comentar o assunto. A mãe da modelo, Sônia, não quis se pronunciar sobre o processo.