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Militar é condenado a 16 anos de cadeia pela morte de vigilante

juri condenado PM assassinato

Teresinha

30 de maio de 2014 às 14:05


O policial militar Antônio Francisco, de 54 anos, acusado de assassinar o vigilante Fabio dos Santos em 2005 em Campo Maior foi julgado pelo Tribunal do Júri após ser adiado por três vezes. O julgamento deveria ter acontecido no dia 13 de fevereiro, mas foi adiado porque o juiz estava de férias, a segunda data agendada para o julgamento foi 19 de março, mas o advogado do réu precisou ir a uma audiência em outro município e por conta disso também foi cancelada, e a terceira data foi 26 de abril que também foi cancelada em virtude do falecimento do filho do advogado do réu, vítima de acidente.

O réu foi condenado a 16 anos e 06 meses de reclusão em regime fechado inicialmente. Porém ele ganhou o direito de recorrer em liberdade. Os jurados concordaram com a tese do Ministério Público de que o crime foi praticado por meio que dificultou a defesa da vítima, pois Fábio foi morto com um tiro pelas costas. A pena foi mais grave porque a vítima deixou viúva e filha desamparada.

O promotor de justiça, Cláudio Bastos argumentou que não havia dúvidas da autoria do crime porque as testemunhas do caso são pessoas que levaram o policial até o lugar do fato e assistiram toda a cena. Já a defesa alegou que não deveria se culpar uma pessoa sem provas, pois não haveria nada que constatasse que Antônio Francisco teria sido a pessoa que efetuou o disparo.

O crime aconteceu no dia 06 de fevereiro de 2005, próximo a Praça Valdir Fortes, durante o carnaval. No processo foi relatado que a vítima teria reagido agressivamente a uma ação policial indevida, e que ao correr, um outro policial que fazia a segurança do evento, abordou um carro com várias pessoas dentro e fez com que o motorista do carro que reside em Teresina acompanhasse a vitima (Fabio), executando-o com um tiro pelas costas nas proximidades no Iate Clube de Campo Maior. 

Durante todo o julgamento o o policial acusado permaneceu em outra sala, dentro do fórum eleitoral, diferente de outros julgamentos em que o réu fica na sala da audiência. Apenas o policial identificado como Gerson ficou na sala de julgamento. Ele foi o policial que alega Fábio teria lhe dado um murro no rosto. No processo, consta que antes de Fábio dá o soco no policial, Gerson teria lhe atingido com o cassetete.

Fonte: campomaioremfoco



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