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Menina era estuprada pelo padrasto na frente da mãe

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Teresinha

09 de novembro de 2012 às 18:11


Foi preso na tarde da última quarta-feira (7) na cidade de Presidente Dutra, a 348 km de São Luís, Reinaldo de Sousa, de 40 anos, também conhecido como "Sansão". Ele é suspeito de estuprar e espancar a enteada, uma adolescente de apenas 12 anos. Os crimes eram praticados na frente da mãe da garota.

De acordo com as informações de Ana Carolina Carvalho, escrivã da Regional de Presidente Dutra, a denúncia veio do conselho tutelar que foi acionado pela própria vítima. A vítima, segunda a escrivã, declarou que não aguentava mais a situação. "A menor foi até o conselho tutelar e denunciou o padrasto; a entidade imediatamente veio até a delegacia para registrar o fato", revela a escrivã. 

O caso, segundo a adolescente, já se estendia há pelo menos dois anos, isto é, desde quando a adolescente ainda era criança, com cerca de 10 anos de idade. O relato feito pela vítima ao conselho tutelar na última segunda-feira (5) e denunciado no mesmo dia, teve providências imediatas ocasionando a prisão de Reinaldo, dois dias depois.

No depoimento da mãe da adolescente, ela revela que presenciava o estupro, mas era ameaçada e várias vezes foi espancada para não comentar sobre o caso. A mãe revelou também, que o estupro já era cotidiano e que Reinaldo também espancava a filha ao obrigá-la a ter relações sexuais com ele.

A prisão preventiva de Reginaldo, que já havia sido decretada desde o dia 5 de novembro, somente foi cumprida na quarta-feira (7), por conta de o suspeito não ter sido encontrado na sua residência nos dias anteriores. Os vizinhos da família, que também foram ouvidos, informaram que "Sansão" já estava sabendo que tinha sido denunciado e teria tentado fugir. Mas, a ação da polícia impediu a fuga.

Outros estupros

Outro fato que chamou a atenção da polícia seria o possível envolvimento de Reinaldo em outros casos de estupro em meados de 2005 e 2006, quando o mesmo morava em um povoado da cidade de Presidente Dutra. As vítimas, segundo a suspeita da polícia, seriam sua irmã, que à época também era adolescente e a própria mãe.

Até o momento os familiares do preso ainda não foram ouvidos. O que, segundo o Delegado regional Paulo Artur Garcia, deve acontecer nos próximos dias, uma vez que o prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias, com a possibilidade de ser prorrogado.

Como o crime envolve violência contra a mulher, o caso será encaminhado também para a Delegacia Especial da Mulher, que vai ajudar nas investigações.

Fonte: oimparcial



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