Os médicos e enfermeiros do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) entraram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, 20. A decisão foi tomada em assembleia dos empregados que aconteceu no Auditório da CONDSEF, em Brasilia (DF), no dia 9 de julho. Quem procurou atendimento para consultas e exames hoje, não foi atendido.
Estiveram presentes na reunião que decidiu pela greve representantes dos Estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Paraná, e Rio Grande do Sul.
São 18 hospitais no país que são administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). No Piauí, o movimento é encabeçado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais – SINSEP que tem na presidência, Paulo Bezerra.
“Na atual conjuntura política e econômica não dá para ceder mais aos desrespeitos e desvalorização que o funcionalismo público federal esta sofrendo. As propostas apresentadas aos empregados da EBSERH não atendem as demandas da classe e por isso a greve será retomada”, afirmou Paulo Bezerra, presidente do SINSEP-PI.
Segundo Maximiliano Gomes de Castro, do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (SENATEPI), 70% dos serviços de urgência e emergência do HU estão funcionando, porém, os atendimentos de consultas e exames pré-agendados estão 100% parados.
Entre as reivindicações, os médicos e enfermeiros cobram melhores condições de trabalho, principalmente em relação a grande quantidade de pacientes para poucos funcionários. Além disso, não se chegou a um acordo em relação a proposta de aumento salarial.
A categoria rejeitou a contraproposta da empresa apresentada em 29 junho, mantendo a proposta aprovada na plenária nacional de dezembro 2015 (reajuste pelo IPCA março 2015/fev2016 de 10,36% para salários e benefícios).