MDB pronto para briga: "quem tiver mais voto ganha"

Teresinha

05 de novembro de 2018 às 16:11


Marcelo Castro com Wellington Dias
Marcelo Castro com Wellington Dias

O MDB reuniu na manhã desta segunda-feira (05), na sede do bairro São João, na zona Leste de Teresina, as suas principais lideranças para a primeira reunião depois das eleições, para discutir dois assuntos: a eleição da Assembleia Legislativa e a participação do partido no novo governo, o quarto do governador Wellington Dias (PT).

“O melhor neste momento para o governo é que não ocorra uma disputa. Que houvesse um consenso para que Themistocles já fosse reeleito como de outras vezes. Se não for possível paciência. Se não for vamos para a disputa e quem tiver mais voto ganha", avisou o presidente do MDB no Piauí, deputado federal Marcelo Castro.

Além dele, presentes estavam os deputados João Mádison, Themístocles Filho e Zé Santana, além de Ismar Marques, Mauro Tapety,, Henrique Pires (eleito deputado estadual), Marcos Aurélio (eleito deputado federal) e Ismar Marques.

Antes da reunião, o deputado adiantou que que desde o processo eleitoral o MDB não tínhamos se reunido e ficaram algumas coisas por organizar nos diretórios municipais para encaminhar ao Tribunal Regional Eleitoral. Por isso a necessidade da reunião.

“Vamos discutir as pautas do momento, a nossa vitória nas eleições. Temos a maior bancada na Assembleia, mantivemos nossa vaga na Câmara Federal e elegemos um senador. O MDB não se saiu bem a nível nacional, mas a nível estadual saímos muito bem. Somos um grupo político que cresce e se fortalece. Agora vamos iniciar um novo governo com Wellington Dias. Tem a eleição da Assembleia e outras pautas que serão discutidas internamente no partido", explicou.

Cargos

Marcelo Castro ressaltou que a administração estadual deve passar por mudanças, já que no dia 1º de janeiro começa um novo governo. “Nós entendemos que o governo começa agora no dia 1º de janeiro, então é um novo governo visando os próximos quatro anos. Nós estamos passando por um momento de crise financeira e que provavelmente vamos passar por uma crise maior ainda, porque o quiça da economia que se inicia com Paulo Guedes, é um homem de formação do liberalismo na economia. Menos recursos, mais corte de gastos e evidentemente a dificuldade que estamos encontrando no momento, vai aumentar, e aí não vamos poder contar com a simpatia do governo federal para socorrer o Piauí em um momento de dificuldade, então vamos ter que nos valer dos nossos poucos recursos. Então acho que é prudente, tomar medidas, prevendo que as cosias estão difíceis e que podem piorar. Então acho que é conveniente de que as medidas sejam e contenção de gastos, prevendo isso", concordou Marcelo.

O próximos dois meses serão para avaliação e definição, segundo o presidente do MDB. "O governador Wellington Dias vai dizer quem é que vai compor esse novo governo. No momento oportuno, ele nos chamará, para discutir a participação do MDB, que naturalmente será proporcional a sua força, assim como a de todos os partidos. Vamos espera o governador de uma maneira civilizada, nós participamos do governo, lutamos na eleição, fomos vitorioso e lógico que vamos participar do governo...

Sobre a proposta do senadore reeleito Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, de redução do tamanho da máquina administrativa do Estado, Marcelo Castro admite que o MDB pode abrir mão de cargos se o governador assim entender. "É evidente que o MDB abre mão e abriria mesmo que não quisesse. Será um novo governo que irá compor com as forças políticas que o elegeram. A posição MDB é que devemos ser cuidadosos, restritivos, pois estamos passando por uma crise financeira sem igual, e isso prenuncia que vamos passar por uma crise maior ainda nos próximos anos, onde foi eleito o Bolsonaro que é nosso antagonista. Não estou dizendo que o Bolsonaro vai perseguir o Piauí, acredito que ele não fará, mas acredito que ele não terá a simpatia para o Piauí, como teria o Haddad, se tivesse sido eleito. Vamos aguardar o governador, que vai dizer onde cortar”.

Já Themístocles Filho entende que é do governador Wellington Dias a primeira palavra sobre a proposta do Progressistas de redução do número de secretárias no Executivo "No meu entender é uma decisão do governador. O governador é o chefe do Poder Executivo, o MDB  com certeza não vai atrapalhar o governador. Neste caso a posição primeira deve ser do governador".

Eleição na Alepi

O MDB, segundo Macelo Castro, deve continuar no comando da Assembleia Legislativa, até porque elegeu a maior bancada. “Somos a maior bancada. O deputado Themistocles Filho tem excelente trânsito entre todos os parlamentares, tem experiência, vivência, é o comando seguro à frente da Assembleia. Ele já preenche todos os requisitos necessários para ser presidente... O MDB tem um candidato declarado que é o deputado Themístocles, que tem os pré-requisitos necessários para a presidência da Assembleia, o que ele já o fez algumas vezes. Ele tem comando, conhecimento, tem liderança, é do maior partido da base do governo e evidentemente que queremos fazer isso dentro de um entendimento, e como somos da base do governo, seria conveniente que ele pudesse ser escolhido com um consenso de todos os partidos. Se nós temos um candidato e queremos um consenso, melhor seria se fosse em torno do nome que estamos apresentando, mas se eu vou para uma negociação, eu não posso ir com nenhuma imposição. Então temos que analisar todas as propostas que apareçam", defendeu.



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